Como Um Feixe De Juncos — Correções Através Das Eras, Parte 3

Like a Bundle of ReedsComo um Feixe de Juncos, Por que Unidade e Garantia Mútua são Urgentes Hoje, Michael Laitman, Ph.D.

Capítulo 3: Correção Através das Eras

A Evolução do Método de Correção

Moisés Diz, “Unam-Se!”

A solução veio na forma da Torá de Moisés, mas também com uma nova precondição para a execução de qualquer correção desse momento em diante. Para receber a Torá, escreve o grande comentador, RASHI, o povo de Israel manteve-se na base do Monte Sinai “como um homem com um coração”. [i] Essa absoluta e completa unidade evoluiria mais tarde para uma das características mais proeminentes de Israel – a responsabilidade mútua – o nobre traço que distinguiria Israel de todas as nações da época.

Após a sua aceitação da condição de ser como um homem com um coração, o povo de Israel recebeu a Torá, a instrução, o código de leis que o ajudaria a dominar o ego. Com ela, eles se tornaram uma sociedade onde cada membro – homem, mulher e criança – alcançou o Criador e viveu pela lei da garantia mútua, em equivalência de forma com o Deus (ou força) único que Abraão havia descoberto. O Talmude Babilónio escreve, “Eles verificaram de Dan a Beer Sheva e nenhum ignorante [pessoa não corrigida] foi encontrado de Gevat a Antipris, e nenhum menino ou menina, homem ou mulher foi encontrado que não versasse cuidadosamente nas leis da pureza e impureza (correções de acordo com a lei de Moisés)”. [ii]

Com sua unidade recentemente adquirida, Israel conquistou Canaã – da palavra Kenia’a (render-se) [iii] – e tornou-a a “Terra de Israel” – um lugar onde o desejo pelo Criador governa. O Templo que Israel estabeleceu na terra representava seu alto nível de realização, onde eles continuaram a se desenvolver e a implementar o método de Moisés.

Ainda assim, como nossos sábios escrevem, “A inclinação ao mal nasce com o homem, e cresce com ele sua vida inteira”. [iv] e “A inclinação no coração do homem é má desde sua juventude, e sempre cresce em todas as cobiças”. [v] Ainda assim, o método de correção de Moisés, as leis que chamamos de “a Torá,” permaneceu intacto durante o primeiro e segundo Templos, e até durante o exílio na Babilônia.

Mas, à medida que o declínio espiritual de Israel continuou, o povo achou cada vez mais difícil se segurar à sua unidade e conexão com o Criador. Como resultado, o Segundo Templo era num grau espiritual (nível de conexão, ou equivalência de forma com o Criador) inferior ao primeiro. O Cabalista Rabi Behayei Ben Asher Even Halua explica, “Desde o dia em que a Divindade esteva presente em Israel, na entrega da Torá, ela não se moveu de Israel até à ruína do Primeiro Templo. Desde a ruína do Primeiro Templo … ela não esteve presente permanentemente, como durante o Primeiro Templo”. [vi]

No final, o nível de egoísmo aumentou no povo de Israel de tal forma que ele os separou por completo uns dos outros e do Criador. Certamente, foi a separação mútua que causou sua separação do Criador, da percepção da força fundamental da vida. Isso, por sua vez, resultou na ruína do Segundo Templo, e no último e mais longo exílio.

No seu livro, Netzá Yisrael (O Poder de Israel), Rabi Yisrael Segal descreve a queda melancólica de Israel: “No Segundo Templo havia uma virtude especial, que Israel não estava dividido em dois; havia somente união entre eles. Desta forma, o Primeiro Templo foi arruinado por transgressões que são Tuma’a [impureza], e o Senhor não mora entre eles no meio de sua Tuma’a. Mas o Segundo Templo foi arruinado por ódio sem fundamento, que revoga sua união, que era sua virtude no Segundo Templo”. [vii]

Da mesma forma, o grande acadêmico e poeta, Rabi Avraham Ben Meir Ibn Ezra, escreveu, “‘E vós pisareis nos seus altos cargos’, ‘E eu vos deixarei montar nos altos cargos da terra’, e a razão é o ódio sem fundamento que estava presente no Segundo Templo até que ele gerasse o exílio em Israel”. [viii]

[i] Rabbi Shlomo Ben Yitzhak (RASHI), O RASHI Interpretação da Torá, “Sobre Êxodo, 19:2”.

[ii] Talmude Babilônico, Masechet Sanhedrin, p 94b.

[iii] “Chamava-se ‘A Terra de Canaã’ porque todos que quiserem habitar nela devem ser subjugados pelo sofrimento todos os seus dias” (Rav Chaim Vital (Rachu), The Book of Knowledge of Good, Bo [Come])

[iv] Midrash Tehilim [Psalms], Psalm no. 34.

[v] Rabbi Chaim Thirer, A Well of Living Waters, Toldot [Generations], Chapter 25 (contd.).

[vi] Rabbi Behayei Ben Asher Even Halua, Rabeinu Behayei about Beresheet [Genesis], 46:27.

[vii] Rabbi Yisrael Segal, Netzah Yisrael [The Might of Israel], Chapter 5.

[viii] Rabbi Abraham Ben Meir Ibn Ezra, Ibn Ezra about the Song of Songs, 7:3

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