Ganhando O Jogo Contra O Ego

Dr. Michael LaitmanToda a Torá trata apenas dos estados interiores de uma pessoa. A família de Jacó com apenas setenta pessoas atinge o Egito e se estabelece entre os egípcios. Os setenta representantes da nação de Israel são os setenta principais atributos altruístas que descem ao desejo de receber, ao seu ego.

Primeiro eles atingem altas posições no Egito e se tornam administradores, mas aos poucos os egípcios, ou seja, os desejos egoístas de uma pessoa, começam a escravizar seus atributos altruístas e a subjugá-los.

Pergunta: Por que a nação de Israel desce ao Egito?

Resposta: A questão é que é impossível se desenvolver espiritualmente neste mundo e avançar para o mundo espiritual se você não subir para novos níveis na escada espiritual, que é suportada pelo seu ego. Os níveis da escada espiritual são construídos com a matéria do ego humano, e quanto mais o ego cresce, mais a pessoa sobe ao superá-lo. Esta é a única maneira de ascender deste mundo para o nível do mundo superior, de Malchut à Bina.

Portanto, é impossível administrar sem a escravidão no Egito, sem o Faraó, e sem todas as figuras perversas que são reveladas na Torá. Todos estão em seu coração.

Os filhos de Israel descem ao Egito porque há fome na terra de Israel, ou seja, não há nenhum lugar para avançar na espiritualidade se você não anexar cada vez o seu ego a isso, corrigi-lo, e depois subir. Esta é a única maneira dos níveis espirituais serem construídos. Por isso a família de Jacó não tem escolha a não ser ir para dentro do ego.

No entanto, eles não levaram em conta que um novo rei sobe no Egito, “um novo rei que não conhecia a José”. O novo Faraó é o mesmo desejo de receber que, de repente, começa a crescer acentuadamente numa pessoa. A pessoa quer desenvolver o atributo de doação dentro dela, sonha em ascender nesta vida a uma forma mais sublime de existência. De repente, ela vê surgir nela apenas pensamentos e desejos que a afastam disso e que a agarram pelos braços e pernas.

Ela sente como se uma carga pesada fosse colocada sobre seus ombros. Isto significa que um novo rei sobe no Egito, que não conhecia a José. O novo ego não quer jogar com a pessoa, não tem contas com ela, e só quer uma coisa: que você trabalhe para ele como um escravo.

Ele lhe obriga a viver como todos os outros neste mundo, como todos os egípcios, e a ser ainda mais egoísta do que eles. Infelizmente, os israelenses hoje conseguem ser escravos leais do ego.

Os judeus ganham prêmios Nobel e são muito bem sucedidos em todo o mundo e até mesmo têm orgulho com o fato de que são mais bem sucedidos corporalmente do que todos os outros. Nós temos tido o maior orgulho em sermos os campeões europeus de basquete, aprendemos jogos dos gregos e começamos a jogar estes jogos corporais ainda melhores do que eles.

Nosso ego está pronto para trabalhar em seu próprio benefício e isso é chamado de Faraó. Se os desejos por doação, espiritualidade, conexão e unidade, que devem ser um exemplo para todos, são revelados dentro de nós, o Faraó, que é a força do ego que nos gere, imediatamente os mata.

De KabTV “A Torá – Capítulos com Shmuel Vilozni” 15/12/14

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