A Chama Eterna Da Unidade

Laitman_931-01Pergunta: Como o seu professor (Rabash) se relacionava com Chanucá?

Resposta: Muito pouco era dito sobre Chanucá. Nós líamos um pouco sobre o feriado no livro do Ari, O Portão das Intenções (Shaar Kavanot).

A questão é que este feriado não vem da Torá em si. Chanucá simboliza um caso típico que do tempo de Abraão em diante deve se repetir continuamente. Ela simboliza as inúmeras correções que nos esperam ao longo do caminho espiritual.

Nós estamos numa guerra contínua contra os nossos inimigos internos egoístas e devemos constantemente nos conectar e unir contra eles. Assim, um milagre acontece na conexão entre nós: a força superior do amor.

Pergunta: É por isso que dizemos Chanu-kah que em hebraico significa uma parada ao longo do caminho?

Resposta: Uma parada ao longo do caminho é apenas metade da correção do ego, do desejo de receber, até o nível de doação. Mas nós não temos nada para doar e, assim, Chanucá simboliza a subida acima do ego. Esta subida é como a chama de uma vela que cintila acima do ego.

O óleo que é absorvido pelo pavio simboliza o nosso ego que deve ser corrigido dessa forma, de modo que, em contraste com a nossa natureza, ele dará a sua Luz. Isso acontece sob pressão interna, quando pretendemos nos conectar apesar do nosso ego, a fim de alcançar a doação completa. Esta é a essência de Chanucá.

A queima do óleo simboliza a nossa autoanulação perante o outro na conexão entre nós. O pavio é o nosso esforço coletivo para se conectar e unir, o qual acende o fogo.

O milagre é quando a Luz, que conecta Malchut (os nossos desejos egoístas) com Bina (o atributo de doação), chega. Oito dias (oito níveis) depois Malchut alcança o atributo de Bina e um novo ego começa a crescer, com o qual nós trabalhamos da mesma maneira.

Pergunta: Nós temos que chegar a um estado de unidade de um jeito ou de outro, quer ao longo do caminho da Luz ou ao longo do caminho do sofrimento. O que vai acontecer com Chanucá?

Resposta: Todos os feriados, exceto Purim, desaparecerão. Em Chanucá nós só subimos acima do nosso ego, enquanto em Purim nós o utilizamos a fim de trabalhar com a intenção para doar. Aqui nós usamos todo o nosso velho ego até o fim para que ele funcione plenamente em amor e doação. Assim, um estado como Purim é eterno.

É um estado de alegria superior que engole todos os outros estados e os feriados que lhes correspondem, e assim todos eles desaparecem.

Purim é o feriado mais sublime que simboliza o fim da correção da humanidade.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

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