O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 15

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein
Para Onde Estamos Indo?

Como o nosso desenvolvimento é expressado e para onde estamos indo? Na verdade, estes são os principais problemas que a humanidade enfrenta. Cabalistas oferecem uma descrição detalhada e bastante inteligível do processo de desenvolvimento.

A lei do desenvolvimento, etapa por etapa, consiste em passar por muitos estágios intermediários, até a conclusão do processo. Este processo é difícil, muito lento, e anormalmente prolongado, estendendo-se por um tempo muito longo.

O fato de que este processo é longo e doloroso não é segredo e não necessita de prova, já que todo mundo experimenta os resultados deste processo. A questão é qual é a essência deste processo.

A força, inserida nessas etapas e que força a pessoa a subir de um estágio inferior para um estado superior, não é nada senão a força da dor e do sofrimento. Elas se acumulam no nível inferior, de tal forma que se torna impossível tolerá-las. Como resultado, o sofrimento força as pessoas a deixar o nível em se encontram e a ascender ao superior.

Esta descrição é semelhante à lei da dialética, não é?

Engels define a dialética como “a ciência das leis gerais do movimento e desenvolvimento da natureza, da sociedade e do pensamento humano”. No Anti-Dühring e A Dialética da Natureza, Engels dá conta das leis da dialética, começando com os três mais fundamentais:

1) A lei da transformação da quantidade em qualidade e vice-versa;

2) A lei da interpenetração dos opostos, e

3) A lei da negação da negação”.

Bem, nós estamos num determinado processo doloroso gradual; no entanto, nós ainda não recebemos as respostas para as perguntas, ” para onde a humanidade está indo” e “como gerir este processo”. Ao mesmo tempo, as tendências do desenvolvimento podem ser “estimadas” se colocarmos o ser humano e a sociedade próximos entre si.

“Mas a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais”. (Karl Marx, Teses sobre Feuerbach)

O fundador do materialismo simplesmente insiste que a essência do homem reside nas relações sociais. Os Cabalistas dizem quase a mesma coisa.

“Além disso, sendo uma criatura social, o desenvolvimento individual não é suficiente. Pelo contrário, a própria perfeição final depende do desenvolvimento de todos os membros da sociedade”, (Baal HaSulam, “A Solução”)

Vamos tentar resumir os fatos. O ser humano, ou melhor, as pessoas são inicialmente criaturas sociais. A cada nova geração, a humanidade está crescendo, e, correspondentemente, os laços entre as pessoas estão se tornando mais apertados. Junto com isso, há um paradoxo: quanto mais a humanidade tenta se unir, menos ela tem êxito. No entanto, nós não abandonamos as tentativas de unir, apesar de não percebermos isso. Mas isso é no próximo capítulo.

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