O Livro Eterno

Os cinco livros da Torá correspondem aos cinco atributos que uma pessoa deve revelar dentro de si e corrigir. Nessas propriedades, ela irá revelar o mundo em que ela realmente existe.

Ao invés do mundo corporal fictício, ela começa a ver um mundo diferente e sente que realmente vive nele, um mundo eterno e completo, enquanto em constante expansão e atingindo sua interioridade. Mas tudo isso acontece de acordo com o desenvolvimento da pessoa nos cinco sentidos espirituais.

Cada um dos mundos caracteriza o desenvolvimento de certo sentido básico, como o sentido do tato, por exemplo, mas eles incluem todos os outros sentidos internamente. Em seguida, o sentido do paladar se desenvolve, que inclui todos os outros sentidos nele.

Então vêm os sentidos do olfato, audição e visão, que incluem também todos os outros sentidos. Isto significa que todos os níveis, até mesmo o menor deles, é feito de todos os cinco, uma vez que não pode haver outra sensação, exceto a sensação de que é feita deles.

Assim, cada parte da Torá é projetada para o desenvolvimento de um sentido maior, mas que inclui todos os outros. Isto, a principio, pode parecer repetição, mas não é.

Por exemplo, podemos falar sobre o desenvolvimento do sentido do paladar no sentido da visão e sobre a visão no sentido do paladar, que se complementam. Quando uma pessoa sente um sabor adicional em um determinado alimento, isto se torna mais atraente em sua aparência. Por outro lado, se a ela é dado um mingau e ela o vê com sua visão não corrigida, ela fica enfastiada com o mingau, embora o gosto seja bom.

Portanto, há diferenças nas histórias da Torá. Mas se uma pessoa ainda não entende do que se trata, ela pode pensar que elas se repetem: certa tribo está vagando no deserto, e eles nunca ouvem Moisés em relação a certas coisas. Tudo é a mesma coisa, o mesmo cenário, os mesmos personagens, e quase os mesmos problemas.

Mas como a figura principal na Torá é o Criador (que, em princípio, não está presente em qualquer outro livro), verifica-se que atrai e capta tudo. É um livro eterno, porque há força nele.

Ninguém com uma imaginação desenvolvida pode criar tal livro que atrairá as pessoas ao longo dos tempos, não importa o quanto ele tente. Não parece haver nada de especial nele, mas desde muitos anos nenhum homem pôde deixá-lo.

Pode parecer que as histórias mais poderosas da Torá são aventuras cheias de ações: o êxodo do Egito, a luta do povo, as dez pragas, mas, de repente, as partes que são sobre ações comuns, como a doação do pão, a fumaça do incenso, etc., não são apenas cheias de significado, energia, sentimentos, mas também começam a ganhar vida em nossos sentidos. Este é o paradoxo da Torá.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/13

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