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Nossos Filhos Estão Crescendo Com Um Complexo de Órfão

Dr. Michael LaitmanOpinião (Olga Makhovskaya, PhD, Instituto de Psicologia da Academia Russa de Ciências, Fellow dos programas científicos internacionais na Rússia, EUA e França, autora de best-seller para pais): “Apesar do fato de que formalmente o padrão de vida cresce, sua qualidade não é aumentada. Tal regulamento ‘órfão’, que prevê que a criança seja sustentada e tenha roupas, continua a ser a principal referência. Do ponto de vista da psicologia, é a tarefa mínima. A criança torna-se primeiramente um gasto.

“Portanto, muitas crianças crescem com um complexo de órfão, emocionalmente com fome. A infância em si tornou-se mais longa. Dando à luz filhos, nós pensamos que a principal coisa é levá-los até os 18 anos. Mas agora a adolescência é adiada até 25-27 anos. A emancipação das crianças agora é provocada principalmente pelos pais – nós começamos a ‘empurrá-los para fora’ do ninho…

Meu Comentário: Anteriormente, a família era um ambiente “natural”, com os avós, jogos no quintal, caminhadas e proximidade com a natureza. No século XX, nos separamos da natureza e da família. No século XXI, estamos confusos e perdemos nossas referências.

Afinal de contas, a família é algo muito natural, na medida em que se formou por si só. É necessário construir um novo formato de família e sociedade em um novo nível, onde tudo é construído a partir da união com e em similaridade com a natureza.

Jogos Com O Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos adquirir o poder da fé?

Resposta: Nós adquirimos a fé através de um pedido. Mas o pedido deve ser tão próximo quanto possível do poder da fé. Isso significa que eu devo esclarecer por que preciso de fé e como dar forma a esse pedido dentro de mim. Através do meu pedido, eu atraio o poder da fé para mim, como um ímã, forçando-a a ser revelada em mim.

A dificuldade é que é impossível querer o poder da fé sem adquiri-lo. Este é um círculo fechado, um contradiz o outro. Mas no meu estado físico, eu “finjo”, jogando como se precisasse do poder da fé e estivesse doando, então este poder me ilumina à distância. Ele ainda não me atingiu porque eu ainda não tenho uma deficiência de verdade por ele. Mas eu finjo como se tivesse uma deficiência por ele, e isso atrai a Luz que Reforma para mim que me transforma.

Com a ajuda de exercícios como estes, vez após vez, eu atraio cada vez mais Luz Circundante e começo a me familiarizar com a característica da doação. Mesmo no escuro, eu posso identificar quais ações são atos de maior ou menor doação. Eu aprendo a me orientar no escuro, até mesmo a trabalhar com o Faraó, brincar com ele.

Durante este jogo, o poder da fé começa a me iluminar de longe. Mas somente com a condição que eu invista esforço em ser como ele; eu o atraio até mim, de modo que eu estou mudando um pouquinho o tempo todo. Este período de ocultação é chamado de trabalho em Lo Lishma, através do qual podemos chegar à Lishma.

A única coisa que nós precisamos agora é o poder da fé. Para isso nós devemos realizar ações físicas, porque no mundo espiritual, ainda não podemos fazer nada. Então fazemos um jogo em um grupo; com a disseminação, nós criamos sistemas que são como sistemas espirituais, como crianças imitando adultos.

Crianças e mesmos filhotes de animais fazem isso naturalmente, e nós não; então, nós temos que jogar. As crianças também atraem a Luz que Reforma e é como elas se desenvolvem. Todas as criaturas se desenvolvem de acordo com este princípio.

Esta é a diferença entre a matéria inanimada e a matéria de níveis mais elevados que são capazes de desenvolvimento: o vegetal, animal e falante. Eles têm a capacidade de jogar com o próximo nível, e fazem isso para atrair a Luz que Reforma para si mesmos. Este é o objetivo do jogo com cuja ajuda plantas, animais e seres humanos se desenvolvem. Dentro de suas células, há um mecanismo que torna possível para eles fingir ser mais maduros, que os atrai para alcançar isso. Isto é como o nosso jogo em um grupo, mas com eles é feito automaticamente, mecanicamente. Então, plantas ou animais atraem Luz adicional, e por isso crescem. O mesmo princípio existe em todos os lugares.

Nós devemos fazer isso conscientemente, e com eles, não é através do desejo, mas sim é feito pela natureza. Mas cada criatura, isto é, planta, animal ou humano, todos eles atraem a Luz Circundante. Em humanos isto é expresso mais proeminentemente porque eles sempre aspiram à construção de algo novo, atingindo novas alturas. Isso é como novos Reshimot de um nível mais alto são revelados, obrigando-nos a atrair a Luz que Reforma.

O principal é não se esquecer de que cabe a nós trabalhar, não a fim de remover a ocultação, mas para atrair a Luz Circundante, o poder da fé. Cabe a nós nos aprofundarmos menos em maus pensamentos, maus desejos e características, pois “você está onde estão seus pensamentos”. Nós temos que pensar como é possível emular cada vez mais a ação apropriada para a Luz. Então a Luz irá nos influenciar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/14, Escritos do Rabash

Não É Fácil Nascer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos ajudar um ao outro a manter a felicidade e a gratidão para com o Criador durante esses estados difíceis que são descobertos durante o êxodo do Egito?

Resposta: Nós certamente descobrimos estados difíceis. Ultimamente, eu tenho recebido queixas e reclamações de muitos grupos. Muitas pessoas diferentes estão escrevendo sobre isso; os problemas se intensificaram nos grupos e amigos estão entrando em discussões; eles nem conseguem olhar um para o outro. Alguém para de vir, alguém sai completamente.

Há grupos que, de repente, se dividem em vários grupos. Alguém tem uma ideia de organizar o seu próprio grupo, leva alguns amigos e os desconecta do resto. Diferentes problemas são revelados. Mas nós devemos compreender que todos eles estão contribuindo para o progresso no caminho. Estas são avarias que a pessoa não pode prescindir. Então eu me relaciono com todas elas muito calmamente.

Se você assistir as lições e de alguma forma tentar aplicar o que é dito praticamente, você avançará. E se você não concordar ou ouvir, e não estiver preparado para realizá-lo, então não posso fazer nada. Eu sou muito limitado no meu trabalho.

Mas você precisa saber que todas estas graves dificuldades foram criadas antes da aproximação do êxodo do Egito. Isso significa que estamos sob o controle do nosso ego e pode ser que já estejamos nos aproximando dos 49 portões de impureza.

Cada nível tem seus próprios 49 portões da impureza. Cada nível começa e termina com eles. Diz-se, “quem é maior do que seu amigo, seus desejos são maiores”. E sobre os níveis mais elevados, sinais muito maiores dos 49 portões de impureza se desenvolvem do que no Egito. Mas para nós, eles são percebidos como sérios problemas.

Entende-se que as pressões exercidas sobre uma criança são muito menores do que num adulto. Mas para uma criança, esses problemas parecem importantes e intoleráveis. Portanto, eu advirto os grupos que se sentem esmagados, que agora é a melhor época para se conectar e se reunir. Pode ser que, graças a isso, vocês sejam capazes de dar um salto que é chamado de nascimento espiritual, o êxodo do Egito. Isto é possível precisamente a partir destes estados onde vocês não conseguem nenhum acordo.

Vale a pena juntar todo este sedimento, todos esses problemas, todos os pedaços e tentar se conectar. Então vão ser descobertas novas situações onde não podemos tolerar um ao outro. E mais uma vez nós tentamos nos conectar. Então, em um curto prazo, dentro de algumas horas, vocês serão capazes de alcançar o nascimento espiritual.

Mas prestem atenção! Até que isso aconteça, os estados serão intoleráveis e vai haver uma necessidade de se conectar acima do ódio, da rejeição, das distâncias e de todos os tipos de cálculos. Isto não é muito fácil ou agradável, mas não há mais nada a fazer.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

Dois Cenários Do Êxodo Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu ouvi sobre o êxodo do Egito alguns anos atrás, imaginei que sairíamos logo do Egito. Mas agora sinto que estou muito longe de nascer, e parece que ainda não alcancei o estado de embrião. Em que devo me concentrar?

Resposta: Como você imaginou este êxodo? Como adoráveis desenhos de seus sucessos. Você pensou que iria sair do Egito e tornar-se forte, gerenciar tudo e descobrir todos os segredos, todas as informações e sentimentos, e seria capaz de entender, sentir e se tornar todo-poderoso, eterno e inteiro. É como você imaginava o seu êxodo do ego.

Mas agora você é forçado a concordar que o êxodo do Egito simboliza o oposto. Antes você o avaliava egoisticamente, mas, na verdade, o êxodo do Egito simboliza que eu não tenho nada e que não quero nada! Eu só quero me conectar com todo mundo, a fim de doar tudo a todos.

Eu quero sair de mim, me derramar em todos para me conectar com eles e cuidar deles como uma mãe que cuida de seus bebês, sem qualquer benefício próprio, sem qualquer lucro. A principal coisa é que serei capaz de ter o desejo de tomar conta deles, o que significa assemelhar-me com o Criador.

Isto é o que eu quero e isto é o que eu chamo de êxodo do Egito. Isto é o que eu vejo como minha redenção: receber um desejo e a capacidade de me parecer com o Criador através disso. Eu quero assemelhar-me ao Criador não pelo meu próprio bem, porque vejo o meu lucro só nisso, mas para poder doar de forma absoluta e não sentir nada para mim mesmo.

Não sentir para mim mesmo também pode ser recompensador. Se eu agora sofro por não sentir a mim mesmo, então eu também me livro da dor. Isso significa que qualquer condição de sair de mim mesmo para a doação pode ser interpretada como benéfico para o ego.

Mas se nós também operamos no que diz respeito ao grupo, então tudo se torna mais simples e real. Eu só preciso desejar me conectar com todos a fim de servi-los, cuidar deles e dar-lhes tudo o que eles precisam, fornecendo-lhes todas as suas necessidades corporais e espirituais.

Na corporeidade, nós temos que ajudar dentro dos limites da necessidade, enquanto na espiritualidade é até o fim da correção. Isto é redenção para mim, já que é assim que o Criador trata os seres criados. Hoje você está mais perto do que antes, e toda a diferença é feita pela Luz.

A história do êxodo do Egito descreve os estágios avançados antes do verdadeiro êxodo como muito rápidos. Primeiro, a história se desenvolve muito lentamente: sete anos de saciedade parecem muito longos com todos os detalhes.

Mas as últimas fases são restritas e concentradas; na verdade, você está nelas agora. É possível comprimi-las para agir imediatamente uma após a outra e então rapidamente sair. Sair do Egito, perfurando a Machsom (barreira), como nós uma vez gritamos, significa continuar ansiando pela conexão, pelo serviço mútuo dentro do grupo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

Material Para O “Bezerro De Ouro”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a disseminação durante este tempo especial de Páscoa pode contribuir para a primeira conexão entre nós?

Resposta: A disseminação ajuda ainda mais fortemente do que trabalhar com os amigos. Ao sair, nós sentimos uma necessidade ainda maior pelos amigos. Entendemos que nosso sucesso ou fracasso na disseminação externa depende do grupo: de suas dimensões e poder, de seu apoio.

Além disso, não podemos deixar o Egito sem tomar os vasos egípcios. Quando nós saímos para a disseminação externa, nós nos conectamos; juntamos estes vasos, essas deficiências estranhas. Por enquanto, nós não os juntamos à nossa conexão; vamos precisar deles mais tarde. Mas se não reunirmos esses vasos agora, não vamos sair do Egito.

Caso contrário, não temos qualquer motivo para sair: o que nós conectaremos no deserto? Vamos nascer, e qual é o próximo passo? Através do que vamos crescer? O crescimento só é possível devido ao fato de que mesmo agora, antes do êxodo do Egito, nós iremos e reuniremos os desejos dos egípcios. Estas são as deficiências materialistas regulares: comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento; os egípcios não têm outras deficiências.

Mas depois disto, nós os santificamos: primeiro, nós os passamos pelo “bezerro de ouro” e depois começamos a corrigir. Isto significa que podemos descobrir o que são esses desejos: “os vasos de ouro e prata dos egípcios” que são lançados no bezerro de ouro são do Egito e depois nós corrigimos isso gradualmente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

O Ego Empurra A Pessoa À Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os egípcios empurraram os filhos de Israel para trabalhar a fim de doar?

Resposta: Pelo desespero! Uma pessoa executa ações egoístas, Lo Lishma (não para si mesmo), mas isso não importa, já que estamos abaixo do Machsom (barreira).

The Ego Pushes A Person To Bestowal

Acima do Machsom há a dominação da doação, a intenção altruísta, enquanto abaixo do Machsom há a dominação da recepção, a intenção para mim. Após a quebra os desejos caíram abaixo do Machsom. A quebra ocorreu de propósito a fim de proporcionar a condição em que vamos querer retornar à conexão, mesmo egoisticamente, e isto é considerado que temos a intenção correta.

Isto significa que a Luz que Reforma vai agir sobre nós de Cima. A fronteira do Parsa, o Machsom, não impede a Luz Circundante e não é uma barreira para ela. A Luz Circundante pode iluminar até mesmo com uma intenção egoísta e uma oração. O MAN pode vir de desejos egoístas que só anseiam um pouco por doação.

Parsa é uma fronteira muito sensível, e assim nós podemos chegar à correção de todos os estados.

Os egípcios, os desejos de desfrutar, são os que empurram Israel para trabalhar a fim de doar, para que eles possam levar todos os ganhos. É como uma cobra que engole todos os frutos do nosso trabalho. O que mais pode ser um meio que me ajuda a avançar além do Egito, além dos meus desejos egoístas?

Uma pessoa não tem outros meios. Há o ponto no coração, que é empurrado para frente pelos vasos egoístas: pensamentos, desejos e intenções. Sem esse obstáculo eu não teria nada mais exceto as centelhas chamadas de filhos de Jacó. Estas centelhas na verdade não querem fazer nada e são apenas Reshimot (reminiscências) dentro de uma pessoa.

Nós podemos avançar apenas pelos cruéis desejos egoístas deste mundo e para além dele: os desejos de alcançar, entender, subir acima da vida e da morte. Onde conseguimos força para vir para a lição toda manhã e disseminar? Tudo isso vem do Faraó, do nosso ego. Uma pessoa que suprime o seu ego não pode avançar.

Portanto, nós não restringimos nossas ações egoístas. Pelo contrário, quanto mais o ego nos empurrar, melhor. Como se diz, “aquele que é maior do que seu amigo, seu desejo é ainda maior”. Uma pessoa anseia alcançar o Criador, e o Faraó a ajuda a avançar.

Nós temos que usar todo o ego cruel que temos, o que significa ir até os 49 portões de impureza. Os egípcios nos ajudam a avançar, mas ao mesmo tempo cada vez nós recebemos a Luz, e assim alcançamos o estado em que temos que fugir. A Luz que chega até nós cria essa atitude especial para com a intenção em nós, mas nós realizamos todas as ações à custa dos egípcios.

Portanto, o melhor Faraó é o que nos dá problemas e nos leva a um estado onde podemos escapar dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/14, Escritos do Rabash

Um Exemplo De Dedicação No Serviço

Dr. Michael LaitmanO papel do guia espiritual é conectar o aluno a ele para que através de seus esforços o aluno constantemente possa se elevar e se aproximar do nível do seu Rav (professor). O professor explica a partir do seu nível e cria várias “estações” intermediárias, ações que o aluno faz no seu caminho em direção a ele.

Isto é o que nós fazemos quando vamos explicar as coisas para as crianças; nós nos ajustamos a elas, mesmo mudando a nossa voz, dependendo se é um filho ou uma filha, ou um filho de dois ou sete anos. Tudo muda nesse sentido.

Os alunos têm a oportunidade de ouvir uma história, uma explicação do professor e trabalhar com ele externamente, em outras palavras, de entender e senti-lo, absorvê-lo internamente e se juntar ao que ele já experimentou antes, servi-lo, construir uma e outra camada de novos conhecimentos e a sensação acima daquilo que já adquiriram durante o estudo.

Isto se chama estudar sabedoria. No entanto, no estudo da Torá, ele deve aderir ao que está no professor e tentar estar no mesmo estado. Isso significa não só ouvir o que vem de cima até ele, mas tentar elevar-se a esse nível, pelo menos agarrar-se ao professor de alguma forma.

Isso pode ser feito através do que é chamado de “servir” o professor, em outras palavras, fazer todos os tipos de ações que o professor recomenda. Em particular, isto está conectado ao grupo e à disseminação. Isto é chamado de servir o professor.

De que outra maneira você pode servi-lo? Só ao ajudá-lo a realizar o método. Nós vemos isso no exemplo de Moisés e Josué Ben Nun. Josué ajudava Moisés a organizar os bancos na sala de estudo e a cuidar de seus alunos, e os alunos de Moisés eram grandes sábios, os líderes do povo que estudaram com ele todos os dias nos quarenta anos que vagaram no deserto. Eles não apenas vagavam no deserto. Na verdade, é possível atravessar todo o deserto do Sinai em no máximo duas semanas, mesmo com ovelhas, mulheres e crianças. No entanto, eles caminharam durante quarenta anos. Isto significa que caminhavam um pouco e depois se sentavam em algum lugar por alguns meses ou mesmo anos. Depois, eles novamente andavam e paravam novamente por um longo tempo.

Assim é como eles aprendiam e avançavam espiritualmente, e, por conseguinte, também fisicamente e, no caminho, eles aprendiam. Com efeito, a principal coisa era adquirir o nível de Bina através do estudo, pois sem isso é impossível entrar na terra de Israel. Israel é Bina, Yashar-El, e começa a conectar Bina com Malchut. Isso se chama estar na terra de Israel.

Está escrito que Josué não estudou. Em vez disso, ele apenas ajudou a organizar o povo de Moisés e os Cabalistas que estavam no grupo de Moisés a disseminar, a usar a nossa terminologia, e, especificamente, por merecer ajudar Moisés a ensinar e disseminar, ele mereceu ser o líder do povo depois de Moisés.

Para nós, este é um exemplo muito claro e visível que uma pessoa alcança a espiritualidade não através da sabedoria, mas da devoção à maneira do seu Rav. Quando você sai agora para disseminar e tentar disseminar a Torá para o povo de Israel e, depois, para o mundo, você essencialmente está fazendo o trabalho necessário. Isto é o que fez Josué.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/14, Escritos do Rabash

O Que A Torá Nos Diz

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 1:9: …Mas suas entranhas e suas pernas, ele deve lavar com água. Em seguida, o sacerdote (Cohen) queimará tudo (o animal) isso no altar, como um holocausto, uma oferenda queimada, (com) um aroma agradável ao Senhor.

Um aroma agradável ao Senhor são as partes do nosso desejo corporal que não podemos usar para o bem do Criador. Nós as elevamos para o próximo nível na forma de fogo e fumaça como se as queimássemos. Ao mesmo tempo, nós não as apreciamos, mas deleitamos o Criador. A palavra “aroma” refere-se ao atributo de Ruach.

Todos os desejos que foram anteriormente utilizados egoisticamente têm que se tornar kosher, o que significa ser dignos de doação para utilizá-los em benefício dos outros. Portanto, não há tal matéria em nosso mundo (matéria é um desejo ao nível da natureza inanimada, vegetal, animal e falante) que pode ser usada diretamente para a doação sem ser modificada por determinadas ações.

Toda a Torá fala só sobre isso. Então, trazer oferendas, o Tabernáculo, a Arca Sagrada (onde é mantida a Torá), as cortinas, a Menorá e todos os outros objetos simbolizam os atributos internos de uma pessoa.

A Torá descreve como esses objetos são preparados, de que são feitos, quem deve prepará-los e em que condições. Por exemplo, durante a construção do templo, utilizaram-se cedros do Líbano. Eles trouxeram o cobre de um determinado lugar e de outro trouxeram a lã de carneiros especiais. Tudo isso indica que uma pessoa tem que escolher essas partes de seus desejos e usá-los dessa forma particular e corrigi-los a fim de doar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/11/13