O Incorruptível Ponto No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa sentir que ninguém no mundo é capaz de ajudá-lo?

Resposta: Nós precisamos descobrir que somos nada sozinhos, zeros que são gerenciados cem por cento pela Luz. A Luz influencia o desejo, o desejo desperta e é atraído para a Luz. Isto é o que acontece em nós egoisticamente.

Mas nós precisamos mudar a direção para que a Luz não influencie o desejo para que o desejo não inflame e não siga a Luz. Quero construir uma barreira (Machsom) entre eles, fazer uma restrição sobre o meu desejo para que ele não seja exposto à influência direta da Luz, para que ele não me obrigue a correr atrás da Luz como uma besta.

Eu não quero ser um servo corrupto. Eu não concordo em estar em submissão, escravizado pela Luz sem meu próprio exame e decisão, fazendo tudo o que ela me mandar. É como se eu olhasse para o meu desejo e a Luz de fora e visse como eles se comunicam. Eu não faço nada em absoluto, não tenho o direito de falar e decidir.

Antes que a Luz influencie o desejo, não estou pronto para fazer ou ver qualquer coisa. Isto é chamado de psicologia porque eu aprendo como meu corpo e desejos são despertados pela influência do prazer, que é a Luz.

Se não quero estar num estado assim, isso significa que eu sinto a escravidão. Eu adquiro um ponto independente de exame, a posição de um juiz, um investigador, e vejo que não existo nesta imagem. O Criador me deu um ponto no coração, e a partir disso, eu posso seguir meu coração, meus desejos, minhas características; eu posso ver quanto sou gerenciado de Cima. A Luz pode me influenciar da forma que quiser, e eu farei tudo.

Há um período de reconhecimento do mal, onde eu vejo, entendo e gostaria de resistir a essa influência, para me tornar uma barreira à Luz, um mecanismo que reflete e envia a Luz de volta e não a deixa passar para o desejo. Não quero que meu desejo seja inflamado pela Luz o tempo todo. Eu quero ser o mestre do direito de falar, a independência que o meu ponto no coração exige. No entanto, eu vejo que não estou pronto para fazê-lo.

Estas são as etapas do reconhecimento do mal, 400 anos de exílio. Exílio significa ser escravizado pelo nosso ego, que é chamado de Faraó, Haman.

Se eu chegar a um estado onde não concordo com a Luz influenciando meu desejo, eu dou à luz a uma oração. A oração deve ser na direção correta e ter suficiente intensidade. Ela deve ser de acordo com uma forma, condições e grau que resultam apenas da minha conexão com o ambiente.

Eu vejo do meu ponto no coração que não sou capaz de ser o adaptador entre a Luz e o desejo e de decidir nada. Assim eu vou a um grupo porque quero fortalecer o ponto no coração.

Eu estou unido com o grupo, desejando aumentar o ponto no coração, ter mais forças para permitir que ele fique como uma tela entre a Luz e o desejo de prazer. Mas eu vejo que não sou capaz de fazer isso num grupo e não quero me conectar com eles.

Disso resulta que eu não tenho a capacidade de proteger meu desejo da influência da Luz, e estou entregue à supremacia absoluta da Luz e do prazer como um animal que está sob o controle do desejo egoísta. Do lado do desejo de doar, eu quero entrar num grupo, mas não sou capaz; há essas duas linhas.

O sentimento de exílio é construído com dois componentes. Por um lado, os Egípcios têm controle sobre mim, isto é, que eu dependo completamente da influência da Luz sobre o desejo. Por outro lado, eu não sou capaz de me conectar com o meu povo, estar integrado em um grupo. Tudo se resume a isto; os filhos de Israel são separados no Egito e não podem se unir como um. Os Egípcios, que são o desejo geral por prazer, têm controle sobre eles. Em última análise, este desejo torna-se insuportável sem uma gota de esperança. Só um milagre pode nos salvar!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/04/14, Escritos do Rabash

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