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A Responsabilidade Que Sentimos Um Pelo Outro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o conceito de garantia mútua e 0 de bola (esfera) de framboesa?

Resposta: Você pode definir o primeiro estado de unidade de várias formas. A ideia desta analogia simplesmente me ocorreu num determinado momento. Eu queria expressar o sentimento especial de calor que todo mundo sente, que é agradável e esclarecedor em si mesmo.

A garantia mútua é a conexão entre os vasos quebrados que se conectam acima da quebra, na medida que entendem que devemos estar conectados. A força da conexão, a sua necessidade, a sua vitalidade e a responsabilidade que sentimos um pelo outro é chamado de garantia mútua. Isto mostra até que ponto eu sou responsável pelos outros e os sinto dentro de mim como eu mesmo.

A garantia mútua é um estado interior de conexão que leva em conta todas as condições: como nos relacionamos, com que vasos, em que nível de Aviut (espessura). Refere-se ao vaso que está prestes a se conectar. É devido à separação entre estas partes e a sua conexão, ao crescimento da linha de esquerda e da direita da linha, uma em oposição à outra, que juntamos o conceito chamado garantia mútua.

Na garantia mútua, que é o nosso vaso espiritual, nós começamos a receber a Luz que Reforma e a ver que somos corrigidos. Então, a nossa garantia mútua é novamente corrompida e temos que corrigi-la mais uma vez. Tudo está incluído neste conceito. Baal HaSulam escreveu dois artigos: “A Entrega da Tora” (Matan Tora), visto que não temos como nos corrigir sem a força superior, e o artigo que se seguiu, “Garantia Mútua” (Arvut), que explica como operar e gerenciar a força superior para subir ao objetivo da criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tema: “9 Passos”

A Aliança Da Noiva

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“: …recepção a fim de doar é considerado doação pura.

Em Masechet Kidushin está escrito que com um homem importante ela dá e ele diz: com isso vocês são santificados. Porque quando sua recepção é a fim de deleitá-la, a doadora, considera-se absoluta doação e doação. Assim, a pessoa compra completa adesão com Ele, pois a adesão espiritual é equivalência de forma, como nossos sábios disseram: “Como é possível se apegar a Ele? Em vez disso, apegar-se às Suas qualidades”. E com isso, a pessoa torna-se digna de receber todo o deleite e prazer e a suavidade no pensamento da criação.

Comentário: Para começar, uma mulher deve estar ciente da importância do homem e desfrutar isso. Só então ela se dedica a ele.

Resposta: A mesma coisa acontece entre nós e o Criador. Nós temos que nos unir porque o amor pelos seres criados precede o amor por Ele.

Nós formamos uma força comum entre nós, o vaso espiritual comum que é chamado de “mulher” ou “Shechiná” em relação ao Criador. O Criador para nós é como o “Noivo”, e nós queremos Lhe dar todos os prazeres, todas as possibilidades, toda a nossa vida, ou seja, toda a intenção “a fim de doar”. Em seguida, na mesma medida, Ele nos “compra”, em outras palavras, nos aceita e satisfaz.

No entanto, no início, há a necessidade do despertar de baixo, a nossa subida até Ele. A noiva tem que atrair o Noivo, encorajá-Lo a se unir com ela. Portanto, primeiro nós temos que preparar a intenção altruísta. Se ela é grande e forte, se nós realmente queremos dar-Lhe tudo, nessa medida vamos obrigá-Lo a agir, porque Ele tem o desejo comum de trazer bondade.

Em seguida, o Criador vai se virar para o grupo, para nós, e vai querer unir, desejar entrar em adesão conosco, na “cópula” espiritual (Zivug).

Tudo isso se manifesta nas relações daqueles que estão direcionados diretamente ao Criador (Yashar-El – Israel), à força superior. Todo o rito de passagem, o casamento, indica uma conexão entre o Criador e os seres criados. A noiva não tem nada para dar, exceto o seu serviço ao Noivo. Isso é tudo o que ela pode fazer.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Vida Na Doação, Morte Na Recepção

Dr. Michael LaitmanO ser criado deve estar entre dois sistemas, a fim de crescer e existir: a casca (Klipa) e a santidade (Kedusha). É por isso que existem os mundos de ABYA de santidade e ABYA de impureza, como se diz, “Deus criou-os um em oposição ao outro”. As almas estão no meio e conforme elas passam pelas fases de desenvolvimento, elas são alternadamente influenciadas pelo sistema de pureza e o sistema de impureza.

Desta forma, aquelas que são alimentadas pelo sistema do Klipa são chamadas de mortos e aquelas que são nutridas pela santidade são chamadas de vivos. Assim, a influência dos mundos ajuda as almas a se desenvolver continuamente entre a vida e a morte.

Nós nos desenvolvemos gradualmente a partir do simples desejo de viver a vida material, corporal, num desejo de um nível espiritual. Neste nível não há mais a vida e a morte, no sentido usual. Na vida espiritual nós somos independentes do corpo; nós nos elevamos acima dele e começamos a sentir um nível diferente de vida. Então, a vida significa que estamos sob a influência da força de doação, e a morte significa que estamos sob a influência da força de recepção.

Isso nos ensina como transformar todas as forças da intenção “a fim de receber”, da inclinação ao mal, para a inclinação ao bem. Assim, nós conseguimos estabelecer a nossa vida espiritual.

Nós devemos entender o que significa o princípio “Deus criou-os um oposto ao outro” aqui: Se um desejo é evocado em nós, o outro desejo cai, e vice-versa. Os dois sistemas não podem operar simultaneamente. A eficácia de um sistema é à custa da ineficácia do outro sistema. Assim, eles operam alternadamente, de acordo com o plano superior que está no mundo de Atzilut.

Os sistemas de BYA de santidade e BYA de impureza nos ajudam a avançar, empurrando-nos para frente. Se nós avançamos pelo sistema de BYA de impureza, nós desenvolvemos “a seu tempo”, e se nós avançamos pelo sistema de BYA da Santidade, nós aceleramos o nosso desenvolvimento, que se chama “Eu vou apressá-lo”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/14, Escritos do Baal HaSulam

“A Decadência Das Instituições Políticas Americanas”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Francis Fukuyama, cientista político norte-americano, economista político e autor): “Muitas instituições políticas nos Estados Unidos estão se deteriorando. Esta não é a mesma coisa que o fenômeno mais amplo do declínio da sociedade e da civilização, que se tornou um tema altamente politizado no discurso sobre a América. Este é o resultado da rigidez intelectual e o crescente poder dos obstinados atores políticos que impedem a reforma e o reequilíbrio. …

“A reforma institucional é, no entanto, uma coisa extremamente difícil de promover, e não há nenhuma garantia de que possa ser feita sem uma grande ruptura da ordem política. Assim, enquanto a decadência não é o mesmo que o declínio, nem as duas discussões têm relação. …

“As pessoas comuns sentem que seu governo supostamente democrático já não reflete os seus interesses mas serve àqueles de uma elite sombria…

“Americanos comuns expressam desprezo generalizado pelo impacto de grupos de interesse e dinheiro no Congresso. A percepção de que o processo democrático foi corrompido ou sequestrado não é uma preocupação exclusiva de uma ou outra extremidade do espectro político. Ambos os republicanos do Tea Party na direita e democratas liberais na esquerda acreditam que os grupos de interesse, cujos pontos de vista não por acaso gostam de exercer influência política indevida e emplumar seus próprios ninhos. Como se vê, ambos estão corretos. Como resultado, a confiança no Congresso caiu para níveis historicamente baixos, agora pouco acima de um dígito”.

Meu Comentário: Haverá plena integração da elite e aqueles no poder que vão manter o Estado e controlar as pessoas como eles acham necessário, enquanto as pessoas permitirem. As classes mais baixas vão se interessar pela educação integral para a transformação da sociedade. Talvez, isso vá passar por cima, da mesma forma que as religiões aproveitaram a elite através de escravos e as massas. Ou haverá uma ameaça de guerra civil ou mundial. Em qualquer caso, é o método de ensino ou o sofrimento integral.

Garantia Mútua De Um Bom Humor

Dr. Michael LaitmanNosso único problema reside em estabelecer a conexão correta. No momento, nós não estamos conectados, mas quando a conexão se tornar mais forte e estreita, teremos que descobrir como cumpri-la. Suponha que eu tenho vários milhões de cordas para amarrar e você tem vários milhões de cordas para amarrar e nós precisamos descobrir como conectá-las corretamente: que corda se conecta a outra, em que frequência e quando, em que sequência e ordem.

A principal coisa é sentir a importância da meta. A garantia mútua é um sentimento interior que devemos alcançar que determina o estado interior da nova realidade. Não é apenas um ponto de conexão entre nós; ele, na verdade, se expande depois e se torna um ponto da nova realidade. É por isso que precisamos do sentimento de importância que nos capacite tanto e que sustente e promova o ponto da garantia mútua, que mais tarde se torna a garantia mútua entre nós, a qual inclui todo o mundo e o Criador.

Esta é a importância da meta, a importância do grupo, bem como a importância do amigo. Eu tenho que constantemente esclarecer coisas, descobrir o que preciso, a fim de aumentar a ideia da garantia mútua a qualquer momento: o que é redundante, o que significa, o que eu não preciso. A importância do trabalho deve ser grande e nós temos que evocá-la em cada amigo.

No final, nós voltamos à grandeza do grupo que deve impressionar a todos de uma maneira diferente, ao inflamar inveja, paixão, desejo de respeito e controle, em outras palavras, usando todos os meios para nos estimular e sacudir. É assim que todos devem trabalhar em todos os outros. A garantia mútua começa quando eu vejo que é minha responsabilidade que o meu amigo deve estar simplesmente de bom humor por estar entre nós, e daí esta garantia mútua se desenvolve mais e mais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/13, Lição sobre o Tema: Preparação para a Convenção

Trabalho Em Círculos Concêntricos

Dr. Michael LaitmanAté o fim da correção (Gmar Tikkun), todo o nosso trabalho espiritual é realizado através do ambiente, até que esse ambiente e eu nos tornemos um todo. Todos esses níveis são como círculos concêntricos ao redor de um ponto central.

Desde o círculo mais externo, de mim mesmo, o egoísta completo, primeiro eu entro no primeiro círculo, no grupo, e começo a me mover em 125 círculos cada vez mais fundo internamente.

Quando mais eu estou incluído no grupo, mais eu me aproximo do Criador, que se encontra em seu centro. O ponto central é o ponto deste mundo, o ponto central do mundo do Infinito. Tudo volta a um ponto, o “ponto negro” de Malchut.

Todos os estados que estamos estudando falam do quanto temos nos conectado, circulando dentro da conexão, cada vez mais fortemente nos tornando um, qualitativa e quantitativamente. Deste modo são medidos os níveis espirituais. É possível dizer que eu começo do círculo maior e depois avanço em círculos cada vez mais contraídos, centrando-os cada vez mais do ponto de vista do esclarecimento, conexão e unidade, ou seja, qualitativamente.

Mas é possível dizer que com isso eu posso expandir para mais pessoas externas a educação integral, porque o Criador me deu o AHP para trabalhar, o qual é necessário para eu avançar. Então eu faço o oposto; eu vou do ponto central para círculos cada vez mais amplos. É possível dizer isso também: nesse sentido, eu saio para círculos cada vez mais amplos, para as massas, em outras palavras, transformando num “aumento quantitativo”; simultaneamente com o trabalho com esta quantidade maior, eu me contraio com meu conhecimento e emoção mais e mais em direção ao centro, ou seja, mais qualitativamente, cada vez mais perto de um único todo.

Da mesma forma, é possível dizer que, neste mesmo lugar que eu desenvolvi, nisso eu me torno cada vez mais como o Criador. Lá, no ponto central, eu encontro o Criador e passo a ser como Ele, começando com um ponto e crescendo mais e mais.

É possível expressar este processo em diferentes formas, mas, essencialmente, não existe nenhum outro trabalho, não existem outras realizações e meios além do ambiente. O ambiente é o grupo, o Rav, os livros e o Criador, que está escondido dentro deles e se torna o nosso objetivo final. Caso contrário, não podemos nos dirigir a Ele.

Nós nunca podemos nos voltar ao Criador se não O estabelecemos no centro da conexão do grupo. Tudo o resto será simplesmente falso. Além disso, trabalhar com o público externo mais amplo é imperativo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/13, O Zohar

Cabalá E Sufismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são as semelhanças entre a sabedoria da Cabalá e o Sufismo, e onde eles divergem?

Resposta: O Sufismo não é contrário à sabedoria da Cabalá. Eles falam sobre a mesma coisa. Porém, o Sufismo não explica a técnica da construção de criação, o sistema da criação e sua conduta. Ele é mais adaptado às massas, uma vez que fala sobre a solução para os problemas humanos e espirituais, mas no nível do nosso mundo.

O Sufismo não explica a estrutura do mundo superior na forma precisa como está registrado na sabedoria da Cabalá: Sefirot, Partzufim, Olamot, Ohr, NRNHY, KHB ZON, Tzimtzum, Masach, Ohr Hozer e todo o resto do conceitos. Somente na sabedoria da Cabalá há descrição da “mecânica celeste”.

Em princípio, você poderia dizer que não tem nenhuma necessidade disso. No entanto, não é bem assim. Quando você começa a atingir o mundo superior, essa mecânica torna-se necessária. Você não consegue ordenar e esclarecer dentro de você, contando apenas com suas emoções ou o guia. Para você o guia já deixou de ser uma pessoa e é uma característica interna. Você não vê caras, mas sim sente o Criador. Então você precisa de definições e emoções mais profundas, você deve trabalhar com os estados mais sutis e mais calculados.

Eu não sou um grande especialista no Sufismo, mas parece-me que ele é uma parte da Cabalá. E se penetrarmos mais profundamente na verdade Sufismo, é possível descobrir onde esse divisor se encontra, além do qual a sabedoria da Cabalá é um imperativo. De acordo com a base, o Sufismo é o estudo certo para levar a pessoa precisamente à meta, mas até um limite específico.

A ideia é que, com todos nós, existem diferentes níveis de ego. O Sufismo para num nível profundo do ego. E para as pessoas com um grande ego, o Sufismo não é suficiente, pois elas exigem uma arma contra maior si. Por isso, elas exigem a sabedoria da Cabalá.

Infelizmente, o Sufismo parou seu desenvolvimento há algum tempo. Hoje no mundo muçulmano ele não é desejado. Esta é uma grande pena, porque antigamente havia uma conexão entre os judeus e os muçulmanos através Sufismo.

Pergunta: Eu tenho amigos entre os Sufis. Eu posso tentar explicar-lhes como o nível do seu desenvolvimento pode ser alterado dessa forma?

Resposta: Eu acho que não vale a pena atrair aqueles que estão envolvidos com o Sufismo à sabedoria da Cabalá. Somos contra a coerção. Nós temos livre entrada e saída. Eles podem vir, ouvir e ir, não há nenhuma obrigação aqui. Mas eu gostaria de dar-lhes algum livro popular sobre a Cabalá, de modo que eles vejam onde há linhas semelhantes e onde há uma diferença.

Em princípio, a sabedoria da Cabalá é a parte interior da Torá e muitas partes do Alcorão são baseadas na Torá. A Torá constitui a base para todas as religiões. Portanto, não há contradições aqui.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 15/12/13, Lição 5

Contanto Que As Duas Forças Da Natureza Não Piorem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que uma pessoa que estuda o método integral, de repente e sem dor, experimenta uma mudança na direção de seu fluxo de energia negativa. Quando ela encontra pessoas que antes odiava, será que ela já não sente essa qualidade em relação a elas? Será que vai ser direcionado apenas para o ego dela agora?

Resposta: A ideia é que podemos mudar todas as nossas características egoístas negativas em seus opostos. Se criarmos a atmosfera apropriada em torno de uma pessoa, isso vai acontecer de forma rápida e fácil. Uma pequena comunidade com ideias afins sempre vai encorajá-la. Com a sua nova visão de mundo, não haverá qualquer razão para ela ver as pessoas como inimigos; agora ela vai olhá-las como fragmentos de sua própria alma, ela sente a si mesma e as outras pessoas como um único todo.

Mas se ela desconsidera o método integral, então a natureza vai golpeá-la com sofrimentos duros, desastres e situações extremas, e ainda vai obrigá-la a mudar, mas este é o caminho de grande sofrimento. Não vai passar muito tempo até que a pessoa comece a pensar: “Por que sofrimentos como estes cairão sobre mim? De onde é que eles vêm? O que deve ser feito? Para onde deve-se voltar?! Seria melhor para eu morrer do que viver!”.

Mas ela não poderá morrer até entender que todos os desastres, epidemias, fome, inundações, erupções vulcânicas e guerras civis desastrosas, vêm do seu egoísmo. Ela não vai saber como se defender de tudo o que tem acontecido, onde se esconder.

Por isso, nós propomos que as pessoas aprendam o método integral enquanto a natureza não começa a cuidar delas, enquanto elas não pioram suas duas forças (a positiva e a negativa), uma vez que não será muito fácil para a humanidade equilibrar as duas forças em seu aspecto natural. Na verdade, ela poderia ser totalmente erradicada. Neste caso, um pequeno punhado de pessoas vai sobreviver na face do globo, e sob a influência das forças da natureza as pessoas vão incluir em seu interior toda a humanidade com todos os seus sofrimentos, e vão entender que devem mudar a si mesmas. O que sugerimos às pessoas não pode ser comparado a essa possibilidade.

De KabTV “Um Mundo Integral” 26/10/13