Seguir O Sábio Conselho De Jetro

Dr. Michael LaitmanA preparação para o trabalho espiritual geral consiste em várias etapas que são descritas como fábulas. O trabalho espiritual em Grupos de Dez é descrito na Torá na seção sobre Jetro. Jetro era o sumo sacerdote em Midiã, e também sogro de Moisés, pai de sua esposa Zípora (Séfora). Moisés viveu na casa de Jetro quando fugiu da presença do Faraó e, realmente, é de acordo com as suas instruções que a estrutura da nação de Israel foi formada.

É de se preguntar porque um sacerdote de Midiã, um dos sábios das nações do mundo, trouxe esse conhecimento para a nação de Israel e sabia como formar cada um dos seus campos para que eles pudessem entender melhor as leis e se comportar corretamente de acordo com a sentença do Senhor. O que esses conceitos sutis, que têm a ver com as correções internas da nação, têm a ver com um sacerdote de Midiã que lhes diz como organizar a nação?

Jetro aconselha Moisés depois que ele já recebeu a Toá! Isto pode parecer muito estranho, mas o método de organizar a nação provém da sabedoria das nações do mundo, como está escrito: “Se uma pessoa lhe diz que há sabedoria entre as nações do mundo, acredite nela”. Além disso, Jetro não é um estranho. Na verdade, ele conecta o desejo de receber à Torá, ao desejo de doar.

Nós avançamos de acordo com os passos que a Torá dita, e ela determina como devemos nos dividir em Grupos de Dez, e depois em grupos de cem, mil, e assim, avançar em nosso trabalho espiritual. É uma divisão natural de acordo com a nação que deve existir num grupo. Uma multidão simples saiu da Babilônia, e Abraão, Isaque e Jacó começaram a organizá-la numa nação.

Eles não vagaram de um lugar para outro em suas viagens. O grupo saiu do ego geral, da Babilônia. Eles se separaram dos babilônios e se estabeleceram num lugar cercado pela Babilônia por todos os lados. Neste local, eles passaram por todas as etapas chamadas de Abraão, Isaque e Jacó. Em seguida, eles atingiram o estágio em que começaram a sentir que o ego os separava – o exílio, a distância – apesar do seu forte desejo de se conectar, como eles aprenderam com seus antepassados. Depois que este grupo recebeu o método de conexão dos seus antepassados, eles já conheciam os estágios de avanço para a revelação do Criador. Eles entenderam que tudo é revelado somente na conexão entre eles, “Ama teu amigo como a ti mesmo”, do qual se chega ao amor do Criador.

No entanto, quando eles realmente começaram a trabalhar na conexão entre eles, seguindo os conselhos dos três níveis superiores de Abraão, Isaque e Jacó, eles começaram a sentir o quão difícil é realizar isso. Eles entenderam como este trabalho é desgastante e quão impotente os deixa. Eles passam por 400 anos de exílio e perdem totalmente a esperança.

Nós tentamos nos preencher através de diferentes ações externas apenas para encontrar novos poderes. No entanto, todas essas inovações são sempre externas, mesmo que aprendamos outra coisa nova e organizemos uma nova Convenção. Está tudo muito bem e certo, mas não leva ao avanço significativo. Nós ainda estamos construindo “Píton e Ramsés”, o que significa que nos esforçamos para descobrir que não há esperança!

Então, um tipo mais intensivo, eficiente e focado de trabalho começa nos Grupos de Dez, e nós vemos que, se quisermos ser incorporados no trabalho espiritual, temos primeiro que nos dividir em Grupos de Dez.

Há uma fase em que nós temos que nos dividir. O trabalho nos Grupos de Dez já avança de acordo com as normas que decorrem do conselho dos Cabalistas e especialmente do Rabash, que formulou todos os princípios do trabalho em grupo com base no método do Baal HaSulam. Nós temos tudo o que precisamos para este trabalho, mas temos que aprender a estrutura especial do Grupo de Dez, como construí-la e como cumprir o método de conexão que é o método para a revelação do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas

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