O Indefinido Mistério da Vida

A sabedoria da Cabala considera a criação inteira como uma vontade de receber dividida em quatro níveis: Inanimado, vegetal, animal, e falante.

Essencialmente, ela, a sabedoria da Cabala, está falando sobre a força vital que age dentro desta vontade de receber. No nível básico do inanimado, esta força vital constitui apenas a necessidade obrigatória para manter a sua estrutura. Então, tudo começa a partir de uma polaridade simples, de “mais” e “menos”, a partir de um elétron e um próton, aos quais se reúnem outras partículas, formando uma “galáxia” completa dentro do átomo.

Então, os átomos constroem todos os tipos de formas de matéria inanimada: gases, líquidos, sólidos, plasma. E, no nível seguinte, se ligam em moléculas, e em um determinado momento a vida é formada dentro da matéria.

Nós não entendemos como isso acontece. Por que até agora as partículas foram conectadas umas às outras “mecanicamente”, então de repente aparece algo novo entre elas.

O que é a vida? É simplesmente o “saltar” de elétrons? Não. Basicamente, de que forma a matéria orgânica animada é diferente da matéria inanimada, do inanimado? A ciência não sabe.

Mas vemos a força vital, o metabolismo, a reprodução, todos os tipos de conexões mútuas, formando memória, formando reações que produzem as conexões e a singularidade de todos os tipos diferentes de células. A origem de toda essa evolução continua a ser um mistério para nós. Ninguém conseguiu criar o nível vegetativo ou animado a partir do nível inanimado.

Mas, na verdade, está-se falando da força vital, o desejo que age dentro da matéria. Ela é derivada a da interação de Luzes espirituais e kelim, que é a razão pela qual a sua aparência não pode ser explicada em termos físicos. Descobrimos e investigamos todos os tipos de fenômenos, mas não a força que os forma.

Desta forma, o desejo de receber é a força fundamental da criação e só podemos testemunhar a sua existência. Vale a pena aceitar isso como um fato, para ser capaz de descobrir e perceber todo o resto mais tarde. Em suma, somos criaturas que nos percebemos em algum tipo de realidade, em um determinado momento do nosso desenvolvimento. Certamente, fazemos perguntas, mas, a fim de encontrar respostas para elas, é necessário ir ou para o início da criação ou ao seu fim.

Uma pessoa é uma parte pequena e limitada da imensa criação, e se ela quer investigar, deve primeiro crescer para as suas dimensões, para a altura pretendida. Só então ela será capaz de entender, absorver, e investigar por meio de análise e síntese.

Em geral, a vida é Luz. Mas nós descobrimos isso dentro de um desejo que nasce dentro de nossa compreensão dos fenômenos dos níveis do inanimado, vegetal, animado e humano.

Na verdade, isto é singular, embora na “tela” de nossa consciência, vemos todos os tipos de imagens que são esboçadas pela Luz, mesmo que elas nos obriguem a experimentar todos os tipos de emoções, tudo isso ocorre dentro de nós e não na realidade. Na realidade, apenas o desejo e a Luz que anima a ponto de existir, a um maior ou menor grau.

Se em um grau maior, então se é feliz, e se em menor grau, então se chora. E é assim que nós desenvolvemos…

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Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala de 10/04/13,”Introdução ao Livro do Zohar”

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