O Amor Que Não Nos Deixa Sozinhos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Talmud Eser Sefirot (O Estudo das Dez Sefirot), parte 1, “Reflexão Interna”, Item 12: Diz-se: “Ele é Um e Seu Nome é Um”. “Seu nome” representa Malchut do Mundo do Infinito, ou seja, do desejo de receber, uma parte orgânica inseparável da realidade que foi originalmente incluída no pensamento da criação.

A Luz descende através de cinco fases: da fase zero à fase quatro (Malchut do Mundo do Infinito). Este processo pode ser apresentado como uma progressão sequencial ou na forma de círculos concêntricos. Em ambos os casos, a principal coisa é o progresso. A cada passo, a revelação da Luz se torna mais intensa, o desejo se manifesta e fica mias esclarecido, ele sente e alcança mais.

Love That Doesn’t Leave Us Alone

Como resultado, a quarta fase recebe a Luz do Infinito sem limitações. Em outras palavras, a criatura deseja receber toda a Luz que não se restringe por nada, nem por falta nem por excesso. É um estado ideal que pode ser descrito como dar um copo de água para um homem sedento. Um copo é exatamente o que ele precisa para satisfazer sua sede, nem mais e nem menos. A quantidade de água é suficiente para saciar sua sede. Não sobra nada, nem há necessidade de mais água.

Isso é o que o Criador preparou para nós: um estado permanente de “Malchut do Mundo do Infinito“, que nós temos que atingir neste momento de nossa evolução. Para isso, nosso desejo deve coincidir exatamente com a Luz e ser acompanhado pela intenção correspondente, em união, em perfeita harmonia.

Em geral, trata-se do processo de estabelecer relações corretas entre o Criador e a criatura. É porque a quarta fase percebe tudo o que está acontecendo com ela; ela sente que recebe a Luz, ela percebe a atitude do Criador. Tudo isso é dado para a criatura, com exceção de sua própria reação ao que está acontecendo. O Criador dá ao desejo de receber tudo o que Ele originalmente concebeu, preenche-o completamente com sentimento, atitude e bondade. Tendo recebido tudo isso, a quarta fase torna-se fechada em si mesma e começa a se desenvolver nesta base, pois agora tem todos os três parâmetros necessários:

• O desejo de receber;

• O desejo de agradar, ou seja, o amor e a boa atitude do Criador;

• O prazer que o preenche.

Em outras palavras, existe eu que se esforça para receber, existe o prazer que eu recebo, e existe a sensação do Doador amoroso. Estes fatores começam a trabalhar dentro de mim. Se eu não sentisse o amor do Criador, eu poderia simplesmente continuar me divertindo sem limites. Porém, o amor “estraga tudo”: aparentemente, além de prazer há algo que requer a minha resposta. Ele não “me deixa sozinho”, e eu começo a jornada.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/13, TES

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