Textos arquivados em ''

Quem Está Gerenciando O Mundo?

Dr. Michael LaitmanComentário: Não muito tempo atrás, o presidente de Israel, Shimon Peres, expressou ideias que são semelhantes às que temos falado há anos: sobre a limitação da jornada de trabalho, substituição das horas de trabalho por estudo, educação através da Internet, educação baseada na conexão entre professor e alunos…

Resposta: Nós determinamos o que o mundo vai pensar. O problema é que estamos atrás, corrigindo-nos para que os nossos bons pensamentos penetrem as mentes da elite. Eles permeiam lentamente e as pessoas começam a falar direto ao ponto, mas não basta: nós temos que nos apressar.

De qualquer forma, é assim que as coisas acontecem: nossos pensamentos, desejos e ações são revelados nos outros internamente, e as pessoas começam a pensar da mesma maneira, sem nem mesmo saber por quê.

Quando as nações do mundo culpam os judeus por trazer o mal ao mundo e até mesmo por secretamente gerir o mundo, as reivindicações que começam inconscientemente são parcialmente justificadas e parcialmente não. As nações estão erradas em pensar que os judeus são maus, mas elas estão certas em pensar que a realidade é de fato disposta como uma pirâmide: é a partir do nível de GE que as Luzes chegam ao AHP e determinam todas as suas ações.

O livre arbítrio é apenas no nível final da última fase, e somente aqueles que o atingiram, e de quem o futuro do mundo depende, o têm. Assim, eles são responsáveis ​​por isso e recebem mais golpes do que outros. Esta é a forma da criação.

A “troca de ideias” irá gradualmente tornar-se mais comum e importante, e por isso nós temos que tentar estabelecer os nossos pensamentos de forma que mesmo os “maiores vilões” receberão o bom e correto “conteúdo interno” de nós.

É porque nós somos responsáveis ​​por eles, e o que acontece com eles também depende de nós. Se alguém expressa idéias erradas ou prejudica o mundo, é uma indicação dos meus defeitos que ainda não corrigi, embora tivesse a chance.

Nós poderíamos ter evitado todo o mal do mundo. O Criador é bom e benevolente e Ele nos permite estabelecer as coisas corretamente e administrar as coisas. Se não o fazemos, então, infelizmente, acontecem coisas muito indesejáveis. Portanto, nós temos que ser mais responsáveis.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Quando Tudo É Para O Melhor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 42: Como já esclarecemos com o inanimado, vegetal, animal e falante corpóreos neste mundo (Itens 35-38): as três categorias (inanimado, vegetal e animal) não se expandem por si mesmas, mas apenas a quarta categoria, que é o homem, pode desenvolver e subir através delas. Portanto, o seu papel é apenas servir ao homem e ser útil a ele.

O mesmo ocorre em todos os mundos espirituais. As três categorias (inanimado, vegetal e animal) surgiram apenas para servir e ser útil à categoria falante, que é a alma do homem. Portanto, considera-se que todas elas cobrem a alma do homem, ou seja, o servem.

Portanto, nós estamos no centro de toda realidade. Tudo é designado para o desenvolvimento da alma do homem, a fim de levá-lo ao bem, o que significa levá-lo à totalidade dos meios mais eficientes. É por isso que toda a realidade foi criada e é para isso que serve o seu software. Portanto, nós temos que avançar da melhor maneira interna possível em direção ao melhor estado.

No entanto, há um problema quando se trata de nossa participação no processo. Por isso, cada um de nós, e todos nós juntos, nos vemos num estado imperfeito em todas as fases do nosso desenvolvimento. No estado completo, nós poderíamos sentir a nós mesmos no mundo de Ein Sof (Infinito) a cada passo do caminho, se usássemos os meios que nos foram dados corretamente. Nós poderíamos implantar a fase atual que nos encontramos e não sentiríamos quaisquer limitações, assim como em Ein Sof, quando o Criador é revelado em todo desejo. Mais tarde, camadas adicionais são reveladas, no momento em que o desejo é perfeitamente corrigido por toda a Masach (tela) e toda a Luz.

Assim, nós não precisamos sofrer o “caminho todo” esperando o final da estrada, o fim da correção. Se nos satisfizermos corretamente agora, vamos sentir que ninguém pode nos prejudicar e que não há ninguém cruel no palácio do rei, mas apenas o Criador, que preenche todo o mundo. É assim que ocorre em cada nível. Além disso, vamos também perceber as descidas como subidas. Então, sobre o que é dito: “A escuridão vai iluminar como a Luz”.

No entanto, na realidade, nós não chegamos à aceleração máxima e avançamos, via de regra, na linha do “meio”, recebendo alguns golpes relativamente fracos e tentando se alinhar com a linha do meio…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

A ONU Observa O Dia Internacional Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Organização das Nações Unidas): “No dia 20 de março, o primeiro Dia Internacional da Felicidade será comemorado em todo o mundo. O dia foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para promover a felicidade como objetivo universal e aspiração na vida das pessoas ao redor do globo.

“A iniciativa de declarar um dia de felicidade veio do Reino do Butão – um país cujo Indice de Felicidade Nacional Bruta considera que o desenvolvimento sustentável deve ter uma abordagem holística para o progresso e dar igual importância aos aspectos não-econômicos de bem-estar.

“O Dia Internacional da Felicidade reconhece os esforços de outras nações e grupos que trabalham para medir a prosperidade que vai além da riqueza material. Ao designar um dia especial para a felicidade, a ONU pretende concentrar a atenção do mundo na ideia de que o crescimento econômico deve ser inclusivo, equitativo e equilibrado, de tal forma que promova o desenvolvimento sustentável e alivie a pobreza…

“Além disso, um evento especial organizado na sede da ONU no dia 19 de Março às 18h, também vai marcar esta ocasião. Haverá o lançamento do livro de áudio de Sri Chinmoy, fundador da Meditação da Paz nas Nações Unidas…

“Ban Ki-moon afirma que, ‘Neste primeiro Dia Internacional da Felicidade, vamos reforçar o nosso compromisso com o desenvolvimento humano sustentável e inclusivo, e renovar nosso compromisso de ajudar os outros. Quando nós contribuímos para o bem comum, nós mesmos somos enriquecidos. A compaixão promove a felicidade e vai ajudar a construir o futuro que queremos”.

Meu comentário: Como tudo o que a humanidade cria, a ONU é uma representação do nosso egoísmo…

A Terra Que Foi Dada A Nós Como Sinal Para A Correção Espiritual

Dr. Michael LaitmanA localização da terra de Israel é, inicialmente, um desejo que pertence às nações do mundo. Como resultado corpóreo da raiz espiritual, um grupo chamado “nação de Israel” vem a esta terra e a conquista, libertando-a dos povos que estão vivendo nela, de modo que ela possa ser chamada de “terra de Israel”.

Isso acontece graças à conexão dos ramos corporais com a raiz espiritual, pois de outra forma não teríamos direito a existir nesta terra, e nenhum direito de herdar a terra. Só se estivermos adaptados a esta terra no sentido espiritual e formos dignos dela de acordo com a nossa correção, poderemos viver nela.

Assim, Baal HaSulam diz que em nosso mundo nós recebemos o Estado de Israel como uma oportunidade do Alto. Primeiro nós chegamos à terra de Israel totalmente despreparados e desunidos como verdadeira nação israelense. Ao atravessar constantemente a correção à custa do seu trabalho, a correção da intenção, a pessoa pode vir e conquistar o desejo chamado “terra de Israel”.

Isto é o que aconteceu com o grupo de Abraão, que deixou a Babilônia e depois voltou para esta terra após o êxodo do Egito. Antes disso, houve a reunião diante do Monte Sinai e os quarenta anos de exílio no deserto, e, em seguida, as guerras da conquista desta terra, a terra de Israel e as áreas ao redor dela que fizeram parte das conquistas do rei David.

Mas foi tudo com a condição de que eles primeiro corrigissem o nível humano em si e, em seguida, o resto dos níveis mais baixos. É porque a intenção precede o desejo: primeiro o desejo deve ser corrigido e, em seguida, ele conquista a intenção e a domina.

É o desejo que é chamado de humano ou “nação de Israel”. Quando o desejo é corrigido após a intenção em todos os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, ele é chamado de “terra de Israel”.

Assim, no passado, nos viemos preparados para as ações corpóreas nesta terra e depois de tê-la conquistado nós a chamamos de “terra de Israel”. Mas, desta vez, voltamos totalmente despreparados internamente. Portanto, essas guerras não são para conquistar a Terra Santa, não para libertá-la do ego, mas sim uma oportunidade de descobrir a necessidade da correção do homem. Na medida em que nós nos corrigirmos, realmente receberemos nossa terra de Israel.

Caso contrário, ela nunca será nossa. Se nós nos atrasarmos ​​em nossa correção, vamos ouvir cada vez mais queixas das nações do mundo – daqueles que estão ao nosso lado e daqueles que estão longe de nós -, alegando que esta terra não pertence a nós. Vai ser muito difícil se levantar contra isso, e ninguém vai ouvir as nossas desculpas, uma vez que elas são realmente muito fracas. Nós não seremos capazes de convencer ninguém com desculpas sobre eventos que ocorreram há dois mil anos, e se as nações do mundo começarem a nos culpar, isso fará um grande barulho em todo o mundo.

Há uma sensação de que este lugar não pertence realmente a nós, entre as nações do mundo e também entre os próprios judeus. É porque o ramo corporal deve refletir a raiz espiritual, e até agora, nós não fomos premiados com uma conexão com a raiz. Portanto, as nações do mundo não sentem a nossa conexão com a terra.

Foi-nos dada tal chance de Cima uma vez, e nós estávamos esperançosos, assim como as nações do mundo; havia uma espécie de iluminação. Mas, infelizmente, durante as últimas décadas da existência do Estado de Israel esta iluminação desapareceu. Eu não ouvi ninguém, exceto o grupo do Bnei Baruch, gritando pela correção espiritual da nação de Israel e pela correção corporal.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13Escritos do Baal HaSulam “Herança da Terra”

Quatro Níveis De Liberdade E Servidão

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, “O Conceito de Inanimado, Vegetal, Animal, Falante”, Shamati # 115: Inanimado é algo que não tem autoridade própria. Pelo contrário, ele está sob a autoridade de seu Proprietário (dono) e deve satisfazer todos os desejos e vontades do seu Proprietário.

Sem crítica e análise, ele executa as instruções das forças que lhe dirigem. É assim que o mundo inteiro trabalha nos níveis inanimado, vegetal e animal, bem como toda a humanidade sob a influência de forças internas e externas. E se a pessoa acha que está vivendo de acordo com sua livre escolha, isto é porque as forças que a dirigem estão ocultas dela. Portanto, ela pensa que é dirigida por suas próprias decisões. Contudo, o que a obriga a aceitar especificamente essas decisões e não outras – isso ela ainda não sabe, isso ainda está oculto do seu campo de visão.

Para um animal também parece que ele estabelece por si mesmo para onde ir e o que fazer. No entanto, na medida em que a sabedoria é desenvolvida, torna-se mais evidente que tudo funciona de acordo com as leis da natureza e a herança genética que são incorporadas em nosso programa. Desde o início, a natureza egoísta, segundo a qual nós agimos, é implantada dentro de nós e, portanto, não há nenhuma razão para procurar outras intenções numa pessoa.

Vegetal é aquilo que já tem a sua própria autoridade, em certa medida. Ele já pode fazer algo que é contrário à opinião do Proprietário. Isso significa que ele já pode fazer coisas não para si, mas para doar.

O Proprietário oculto é como uma mãe que se oculta de seu filho para dar-lhe a oportunidade de fazer algo por si mesmo. Disso resulta que o Proprietário aparentemente não existe; aqui neste vazio completo, nós precisamos completar o que o Proprietário não terminou quando Ele nos concedeu a liberdade.

Num lugar onde não há nenhum policial, eu preciso me comportar como se ele estivesse lá. A ideia é aprender as leis e elevar-nos a um nível de consciência que faz com que seja possível para nós mantê-los de bom grado.

No entanto, como podemos ver na flora corporal, embora elas sejam móveis e se expandam em largura e comprimento, todas as plantas têm uma única propriedade. Em outras palavras, não existe uma única planta que possa ir contra o método de todas as plantas. Em vez disso, elas devem aderir às regras da flora e são incapazes de fazer qualquer coisa contra a mente de seus contemporâneos.

Isso significa que ela é limitada; ela deve pegar um exemplo do entorno e se comportar como eles. Ninguém está forçando-a ou está sobre ela com uma vara, obrigando-a a agir assim. Em vez disso, ela deve subir para um nível que, a partir de suas correções internas, ela toma o exemplo dos outros e se comporta como eles. O entorno lhe dita a sua forma de conduta; porém, de forma independente, ela deve se elevar a esse tipo de situação: à consciência, compreensão, respeito e identificação com eles.

Conclui-se que no nível vegetal há um determinado nível de independência, de modo a tomar um exemplo dos outros e se comportar de acordo com o que a sociedade dita.

Assim, eles não têm vida própria, mas são partes da vida de toda a flora.

No entanto, a pessoa precisa estar feliz com isso e não sentir que eles estão coagindo-a, pressionando-a, ou mantendo-a em servidão. Ela precisa se sentir completa e feliz que eles lhe deixam subir para o nível do vegetal. Ela aprecia muito a sua identificação e sua dependência em relação ao ambiente; ela quer ver os outros como perfeitos e ser como eles. O vegetal não sente que isso o limita ou que ele não pode subir acima deste nível, e ele está feliz em ser como o ambiente.

Isso significa que todas as plantas têm uma única forma de vida para todas as plantas. Todas as plantas são como uma única criatura e as plantas individuais são órgãos específicos desse animal.

Da mesma forma, na espiritualidade há pessoas que já adquiriram a força para superar o seu desejo de receber, até certo ponto, mas estão confinadas ao ambiente. Elas não podem fazer o oposto do ambiente em que vivem…

No entanto, ela não sente suas limitações, está feliz com esta situação, e aceita-a. Caso contrário, ela não seria capaz de se anular em relação ao ambiente.

…mas elas fazem o oposto daquilo que o seu desejo de receber quer. Isso significa que já trabalham com o desejo de doar.

Animal: Nós vemos que cada animal tem sua própria característica; eles não se limitam ao ambiente, mas cada um tem sua própria sensibilidade e característica. Eles certamente podem agir contra a vontade do Proprietário, o que significa que podem trabalhar em doação e também não estão confinados ao ambiente. Em vez disso, eles têm suas próprias vidas, e sua vitalidade não depende da vida de seus amigos. No entanto, eles não podem sentir mais do que o seu próprio ser. Em outras palavras, eles não têm nenhuma sensação do outro e, naturalmente, não podem cuidar do outro.

O nível animal significa doação absoluta com a intenção de doar. Uma pessoa que se encontra num nível como este não pode ativar mais poder, ainda que esteja livre daquilo que o ambiente impõe a ela, ou seja, ela pode ser independente na medida em que não prejudique ninguém e realize ações opostas ao seu desejo de prazer. E, em nome disso, ela não precisa de um exemplo dos outros.

Se no nível vegetal ela se submeteu ao ambiente, no nível animal ela se torna livre dele. Ela recebe energia adicional que lhe dá liberdade interior e exterior, ou seja, ela se torna “Hafetz Hesed” (apenas querer doar).

Mas ela ainda não pode trabalhar com o seu desejo de prazer e transformá-lo em doação. Isso já seria o nível humano, onde a pessoa, de bom grado, se transforma num servo da sociedade, de acordo com o seu livre arbítrio.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/13, Shamati # 115

Mesmas Palavras, Mas Sem “Casca”

Nós viemos do lugar da quebra, começando com o desejo que não tem ideia do que é doação, santidade e espiritualidade. Nós construímos esse entendimento de forma gradual, ao longo do tempo. As palavras que usamos no início e no final do caminho são as mesmas: doação e amor, mas à medida que avançamos, nós sentimos mais profundidade, a forma mais precisa delas.

É como se você pegasse uma fruta coberta por camadas de casca e, gradualmente, retirasse uma camada de casca após a outra. É só bem no meio, no núcleo, por trás de dezenas de coberturas, que encontramos a fruta. Nós fazemos o mesmo quando retiramos cascas de palavras, sentindo exatamente o que cada noção significa e o que está escondido por trás delas.

Quando é esclarecido uma palavra ou conceito, lança-se luz sobre outras palavras também. Afinal, tudo está interligado. Assim, gradualmente, começamos a entender o que os cabalistas escreveram. [Leia mais →]

O Grupo: A Adição De Tom E Volume

The Group: The Addition Of Hue And VolumeEscritos do Rabash, “O Que Procurar na Assembleia de Amigos”: Não faz diferença se o amigo está difamando-a e certamente deve odiá-la. Em vez disso, a pessoa que deseja adquirir o amor dos outros precisa da correção do amar ao outro.

Portanto, quando a pessoa se esforça e julga-o a uma escala de mérito, é uma Segula (remédio/força/virtude), onde pelo trabalho que a pessoa faz, chamado de “um despertar de baixo”, ela recebe a força do Alto para ser capaz de amar a todos os amigos, sem exceção.

Comentário: Na nossa realidade, nós sempre precisamos cooperar e ajudar uns aos outros. Digamos, se eu quero comprar um carro de alguém, essa pessoa precisa concordar com isso. Mas aqui se vê que, se um amigo me odeia, eu não preciso de sua participação, do seu trabalho: eu posso, no entanto, alcançar o amor do outro se eu deseja-lo…

Resposta: Tudo isso é correto, já que o meu vaso quebrado está inteiramente nas mãos do Criador. Em nosso mundo, nós fechamos o negócio entre nós. Mas se eu quero mudar a mim mesmo em relação ao Criador, então eu estou tendo o meu negócio com Ele e não com o mundo. Então, para mim o mundo é um indicador, um critério da situação e nada além disso. Eu dependo do Criador, que me dá uma imagem em particular, permitindo-me compreender e sentir que o mundo muda se eu mudar a mim mesmo e que tudo depende do “observador”. Portanto, cabe a eu me voltar ao Criador: Ele me ajuda derramando um pouco mais da Luz superior, e então eu mudo.

Pode ser que eu peça alguma coisa dos amigos, mas só se eu entender que eles também estão sob o controle do Criador. Neste caso, quando eu me volto a eles, eu também estou me voltando a Ele.

Afinal, voltar-se diretamente ao Criador ainda é uma abstração para mim, que eu não consigo manter. Entretanto, quando trabalho com os amigos, eu também preciso mantê-Lo internamente, dentro do meu coração. Por outro lado, no grupo eu sou impressionado pelos pensamentos, desejos e emoções. Aqui eu passo por uma cadeia infinita de estados, sinto raiva, ódio, inveja, desejo, honra, controle e êxtase… Em relação a essa diversidade, a relação com o Criador parece inútil, pálida e incolor, e ainda não evoca quaisquer sensações.

É lógico que, graças ao grupo, eu adquiro a possibilidade de trabalhar no nível corpóreo deste mundo, que eu tenho uma infinidade de sensações e matizes de percepção, que se reúnem em diferentes formas e imagens. O “mundo físico” é apenas um conceito, enquanto que, basicamente, nós estamos falando das mesmas forças espirituais, só que aqui elas adquirem volume e intensidade aos meus olhos, sendo organizadas na escala do monstruoso ao belo.

Tudo isso me influencia, em vez da influência espiritual direta, e por esta razão eu sou capaz de trabalhar com os amigos de forma mútua, entendendo que estes são realmente os poderes do Criador. Os Cabalistas nos ensinam a vê-Lo por trás de cada amigo e também por trás do mundo inteiro. Como resultado da cooperação, eu me calibro e me corrijo, voltando-me para pedir ajuda. Há alguém a quem eu amo e alguém a quem eu odeio, alguém a quem eu vejo dessa maneira ou de outra. Por quê? Por que é bom para o meu ego? Ou que, alterando a minha relação com os amigos, eu posso doar a eles, e através deles ao Criador, pois realmente não há outro além Dele.

Portanto, aqui, no âmbito da estrutura dessa imagem, eu tenho a possibilidade de utilizar-me corretamente, de modo a estar no processo de correção o tempo todo. Enquanto isso, eu me corrijo, e para os outros eu só posso dar explicações como um professor ou recomendações como um amigo, nada mais do que isso. Nosso principal trabalho é a correção pessoal.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/04/13, Escritos do Rabash

O Ser Humano Em Harmonia Com A Integração Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante os workshops integrais, as pessoas sentiram novas sensações, especialmente aquelas que estão acostumadas em esclarecer e analisar os processos. Elas começam a perguntar, de onde é que vem isso, qual é esse fenômeno, e assim por diante. Como nós podemos explicar a elas as sensações que estão sentindo?

Resposta: Trata-se de sensações de uma natureza integral coletiva, que realmente existe. Nós estamos dentro dela, mas somos, por ora, apenas uma parte cancerosa que se alimenta de si mesma. À medida que nós subimos acima do nosso ego, começamos a sentir a integralidade, a unificação e a dependência mútua. Sentimos como isso é fecundo e bom, e o quanto isso pode influenciar a saúde, nossas emoções e os nossos relacionamentos mútuos na família, no trabalho, em todos os lugares!

Nós, seres humanos, tornamo-nos uma criação única na natureza. Enquanto todo o resto da natureza (inanimada, vegetal e animal) está conectado num sistema integral e participa de forma natural, instintiva e involuntária, nos foi dado o livre arbítrio.

Nós não podemos ser como os outros. Nós nos desenvolvemos com um ego, para transformá-lo, superá-lo e entrar em entendimento e sentimento integral, cooperando com ele de forma independente e até mesmo controlá-lo.

Ao mesmo tempo, nós não entramos em conflito com a natureza. Por um lado, nós dizemos que o ser humano é a coroa da criação da natureza e, portanto, devemos obedecê-la. Por outro lado, o ser humano pode subir acima da sua natureza. Ele pode ser o senhor da natureza e sentir-se como a sua coroa.

Isso quer dizer que todas as questões que a humanidade tem enfrentado e que deve responder, chegaram para que nós subamos para um nível de conexão integral que se encontra em equilíbrio com toda a natureza. Nós começamos a sentir este equilíbrio dentro de nós como serenidade, relaxamento, expansão da consciência e da emoção.

Da Palestra sobre Educação Integral 02/04/13