Nós Não Podemos Ser Privados Do Livre Arbítrio

Pergunta: O que significa “corrigir os erros do passado e transgressões” e se tornar um “completo justo”?

Resposta: Nós corrigimos os desejos que passaram pela quebra. Uma pessoa fica cara a cara com a sua inclinação ao mal, e ela percebe como sua, ou seja, ela assume a culpa por isso. Ela não se identifica com o ponto no coração e não consegue observar o seu desejo em separado, como o material que lhe foi dado para a correção. Até agora, ela não se prende ao Criador, que criou essa inclinação ao mal, mas se identifica com a inclinação ao mal em si. A Luz não esclareceu ainda o seu desejo e não cortou-o da pessoa para movê-la para o lado do Criador. Então, ela pensa que é ela que é ruim e não a inclinação ao mal.

A Luz não foi suficientemente reformada nela, não iluminou seus desejos, assim que a pessoa não vê a fonte de todo o mal e de todo o bem. Em outras palavras, ela não se considera sujeita a um poder singular para além do qual não há mais nada, e não percebe que é sempre governada por uma fonte, que determina o quão ruim os desejos são e como corrigi-los.

Ela não entende ainda que deve pedir que seus desejos egoístas sejam revelados e que saiba como corrigi-los. Afinal, tudo é feito pela Luz que Reforma, que revela a linha esquerda, primeiramente. Na medida em que se esforça para alcançar a correção total, doação, de acordo com a quantidade de esforço que ela exerce, a Luz vem e revela sua inclinação ao mal a ela.

Ela tem que orar para que o Criador mostre a ela o que está faltando para a perfeição. A oração é para revelar o desejo de ser humano, de ser perfeito, fiel ao Criador, e de doar. Revelar o que eu preciso para a perfeição é ver as deficiências que tenho que corrigir, a fim de alcançar o bem.

Mas eu não peço que as minhas deficiências sejam reveladas. A pessoa é incapaz de fazer isso. Devido à nossa natureza, só podemos pedir por boas condições.

Nosso trabalho é vir a este entendimento de que todos os desejos, corrigidos e não corrigidos, estão nas mãos do Criador. E o homem é a criança pequena inteligente que sabe como pedir ao Criador corretamente. Então, todo esse monstro será revelado: a inclinação ao mal, o egoísmo, o Faraó, que mais tarde irá mudar e se transformar numa inclinação ao bem, por meio da restrição, da tela, e da Luz refletida.

Tudo isso vem do Alto, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá para corrigi-la, já que a Luz dela Reforma”. Então, onde é que a pessoa entra, já que o Criador disse que tudo vem Dele? O que a pessoa precisa é de conscientização, uma oração para um estado bom.

Mas ela não quer pedir pelo o que é bom; Afinal, sua natureza é a inclinação ao mal. Então, ela tem que usar o poder do grupo que vai infundi-la com esses bons valores, embora não necessariamente possa senti-los. É como se eles estivessem jogando um jogo, estivessem encenando um bom estado e, através disso influenciam uns aos outros. Assim, a pessoa consegue um desejo cada vez maior até que a Luz finalmente a corrija.

Tudo isto é disposto de modo a não roubar o livre arbítrio da pessoa. Ela tem que estar ciente de que está apenas agindo, quando na realidade não tem nenhum desejo disso, e que ela se opõe ao estado verdadeiro, perfeito. E quanto mais ela se move para o estado certo, um livre-arbítrio maior lhe é dado, mais do pecador lhe é revelado, e dúvidas maiores também, na necessidade de desdobrar esse caminho nela. Ela tem de discernir essas coisas, combinando-se contra o outro lado, comparando o bem e o mal.

Assim, todo o nosso trabalho depende da nossa liberdade de escolha, e tudo o que temos a fazer é oferecer-nos à influência do grupo que temos construído de acordo com a nossa compreensão do mundo espiritual. Devemos jogar de modo que o grupo afete a todos, como se tudo isso fosse verdade. Então, todos virão para a verdadeira oração.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 6/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

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