Somente O Amor Permanece

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para alcançar a espiritualidade, é essencial realizar os princípios que o Rabash transmite em seus artigos, ou basta manter o estatuto do grupo? Por exemplo, será que eu posso criticar um amigo se achar que é para seu próprio bem, que eu estaria fazendo isso por amor a ele?

Resposta: Você não tem direito de ensinar ninguém, pois você sempre vai encontrar uma justificativa para suas ações. Você tem que ver o amigo como grande na “fé acima da razão”. Isto significa aceitar o fato de que ele é grande e que somente seus olhos egoístas não conseguem ver isso. Mas! Existem dois “mas” aqui.

O primeiro, mas é se ele é um amigo de verdade: será que ele participa da conexão e unidade no grupo? Esta é a condição essencial e, na verdade, a única. Será que ele deseja participar da conexão e unidade no grupo? Se ele desejar, ele é um amigo, se não ele não é um.

Em segundo lugar, a crítica deve ser apenas com respeito à sua participação no grupo ou no trabalho que ele faz. Suponha que ele trabalhe aqui como um eletricista ou na disseminação, e faz algo errado. Aqui nos o criticamos, o que significa que tentamos corrigir seus deslizes. Mas isso não afeta de forma alguma o meu amor por ele como amigo. Nesse caso, eu o trato como alguém que realiza algum trabalho físico e isso é tudo. Os dois aspectos não têm nada a ver um com o outro.

Se ele é um amigo real, isto é, trabalha pela conexão e unidade, então eu devo simplesmente aceitá-lo como absoluto, como o Criador. “Do amor aos seres criados ao amor pelo Criador”. É a mesma coisa! O Rabash escreve maravilhosamente sobre isso dizendo que, no final, o grupo só é corrigido pelo amor entre todos os seus membros, que se torna o Criador.

Então, nós não criticamos um amigo, mas expressamos abertamente nosso amor a ele. É uma condição essencial. Assim, nós trabalhamos corretamente contra o nosso ego.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 16/08/12, Lição Preliminar

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