O Sistema Depende De Cada Um

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item121: Por isso, ele diz que se um indivíduo realiza um mandamento, ou seja, após o arrependimento por temor, então falta-lhe apenas um mandamento, e “ Ele está feliz porque condenou a si mesmo e o mundo inteiro a uma escala de mérito”. Assim,  ele não só é recompensado, através de seu arrependimento por amor, ao sentenciar-se a uma escala de mérito, como diz o versículo, mas lhe é até concedido sentenciar o mundo inteiro a uma escala de mérito…

Mesmo depois de sentenciar o mundo inteiro a uma escala de mérito, a pessoa ainda não deve acreditar em si mesma até dia de sua morte. Se ela falhar numa única transgressão, ela perderá imediatamente todas as suas realizações maravilhosas, como está escrito, “Um só pecador destrói muitos bens”.

Observe isso sistematicamente. Na medida em que a pessoa assume fazer parte da doaçõa ao ansiar ser semelhante ao Criador, ela se eleva através dos degraus da escada espiritual e, portanto, torna-se parte ativa, eficaz e determinante do sistema.

De acordo com a medida do seu desejo de ser equivalente ao Criador, de acordo com seus Kelim (vasos), ela descobre que se tornou a parte mais importante do sistema, que se tornou um representante do Criador, como está escrito , “um reino de sacerdotes e uma nação santa”, no aspecto de Israel. Todo mundo depende dela e está sujeito a ela.

Cada um sente essa realização e não há contradição, porque estamos falando de um sistema em que cada alma tem Keter (coroa), Malchut (reino) e Sefirot próprias, que estão localizados entre doação e recepção. Assim, quando a pessoa adquire a importância do sistema, já que doa a todo o ambiente para agradar o Criador, então, continuamente, ela “se sentencia a uma escala de mérito”.

Ela faz isso em ocultação e em fases através de atos na solidão da doação. Então, ela começa a sentir o sistema integral e opera dentro dele em plenitude, de uma forma abrangente e geral. É assim que funciona.

Com cada oportunidade, ela sentencia não apenas a si mesma a uma escala de mérito, mas o mundo inteiro. Assim, no caso de uma queda, ela perde todas as suas “entradas” no sistema, todas as doações ativas do sistema e “perde em favor de muitos”.

Baal HaSulam descreve isso com o exemplo do palácio do rei. Ele se ergue na montanha que precisa ser escalada, mas, se cairmos com um novo desejo egoísta, um desejo não corrigido que só agora tornou-se revelado, então caímos da montanha e perdemos tudo o que alcançamos.

Anteriormente, esse desejo estava “funcionando”, mas agora o mal que estava escondido dentro dele se revela muito maior do que se sabia anteriormente e muito maior do que o bem que alcançamos por trabalhar em nós mesmos. Este desejo grande e mau nos lança para baixo, a fim de preparar o material para a ascensão ao próximo nível.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/12, “Introdução ao Estudo da Dez  Sefirot

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