A Importância da Luz é Realizada na Escuridão

É preciso perceber a importância da espiritualidade na escuridão, da ausência de sua percepção. Apenas em resposta a tal forma de se relacionar com, faz com que o mundo espiritual apareça do nevoeiro e nasça da não-existência. Ela penetra na minha consciência, nos meus sentimentos e compreendemos que eu estou mantendo e trabalhando com isso, mas apenas na medida de sua importância para mim. Aumentando a realização da importância, eu “tiro” isso do esconderijo e levo para a Luz.

Tudo isso é para garantir que a minha abordagem seja altruísta. Caso contrário, eu nunca poderei revelar o mundo espiritual, já que estarei sempre aspirando a isso com a intenção para receber, como em relação a tudo em nosso mundo.

Então, como posso perceber a importância de algo que eu não vejo? Como posso abordar o oculto com a intenção para o bem de doação? Para isso, os cabalistas dizem que o ambiente é necessário, uma sociedade de amigos. Quando eles exaltarem a importância de algo, mesmo que um fio não esteja me conectando com o objeto de seus louvores, em qualquer caso eu começo a valorizá-lo.

É o mesmo em nosso mundo – o que as pessoas em torno de mim pensam e falam a respeito, o que é importante para ela torna-se importante para mim. Isso acontece de tal forma que, de repente, começamos a valorizar o que eu nunca vi e senti. E, agora, eu começo a falar sobre o quão importante e maravilhoso ela é. Olhando para mim, muitos se perguntam: “De onde tal entusiasmo vem?” E eu às vezes me vejo em súbita reverência em direção a algo que já vi na televisão e algo que eu ouvi de outras pessoas … Isso acontece com todo mundo. Por quê? É devido a opinião comum. A sociedade considera algo importante e isso que passa para mim.

Por que é este o caminho que temos que seguir para ir ao espiritual? Por que a publicidade se torna tão difundida no século XX logo antes da nossa ascensão espiritual comum? É assim que sabemos até que ponto devemos usar o meio ambiente.

Durante décadas fomos convencidos de que o ambiente é capaz de influenciar-nos e através de publicidade podemos destacar nos nossos olhos coisas que não têm importância ainda menor. Não há nada nelas, exceto o prestígio social. O que outros elogiam será importante para mim também. Estamos constantemente sendo manipulados dessa forma, eles cobram o preço de alguma coisa, e o público está disposto a pagar três vezes o preço original. Os meios de comunicação, sociólogos e cientistas políticos estão fazendo este trabalho muito bem e criaram toda uma indústria de importância artificial.

Além do mais, nós não suspeitamos que estamos também “calibrados” em todos os nossos parâmetros internos, qualidades, e opiniões. Temos sido “ajustados” e “configurados” para que pudéssemos olhar para cada coisa de uma certa maneira. Na realidade, eu vejo o mundo com olhos “estranhos”. E não há nada que pode ser feito aqui, já somos “cegos”, já não posso sair desta formatação. A mesma lavagem cerebral está sendo experimentada pelos nossos filhos também.

Então porque passamos por todo este processo? Afinal, nada acontece por acaso – é para entender que somos completamente dependentes do ambiente e, com a sua ajuda, podemos elevar a importância de qualquer coisa. Assim, sabemos como aumentar a importância do mundo espiritual sobre os nossos olhos, embora não vemos ou sentimos.

Anunciantes me mostram, vamos supor,  uma pequena garrafa de água e falam dela como se fosse água benta. Portanto, poderiamos estudar este mecanismo, que seria capaz de fazer a mesma coisa para o nosso desenvolvimento espiritual. Afinal, ninguém sabe o que o mundo espiritual é, ninguém o vê, se é
importante ou não, o quanto é importante, como é benéfico para nós. Só sabemos de uma coisa – se atribuirmos a  importância dele no círculo do meio ambiente, então todos serão elevados ao lugar mais alto na nossa escala de prioridades. Vamos absorver esse sentimento de importância do mundo espiritual de “publicidade social” e então será fácil para nós sentirmos.

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Da Convenção de Arava de 24/2/12,Lição 5.

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