A Desigualdade Social Está Matando Todo Mundo

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Itogi.ru): “A desigualdade social está nos matando, e no sentido literal da palavra. Sabe-se que as pessoas saudáveis e longevas não vivem em países ricos, mas onde há mais confiança nos relacionamentos entre as pessoas. Os cientistas encontraram uma explicação para este fenômeno.

“Estudando a saúde das pessoas, nós podemos aprender sobre a estrutura da sociedade, e estudando a estrutura da sociedade, podemos aprender sobre a saúde: quanto maiores os contrastes sociais de um país, maior a diferença na mortalidade entre as camadas sociais mais altas e mais baixas. Por exemplo, em Glasgow, a expectativa de vida para as classes mais baixas é de 54 anos, e para a elite é de 82 anos. E na Finlândia, onde a diferença é pequena, a diferença de mortalidade entre as camadas superior e inferior é apenas duas vezes, e não três vezes maior.

“Mas o mais surpreendente é que nos países onde o nível geral de desigualdade socioeconômica é baixo, todo mundo vive mais tempo: tanto a parte inferior quanto as classes superiores, e a saúde global das pessoas de lá é muito melhor. A desigualdade é ruim não só para aqueles que estão no ‘fundo’, mas também para aqueles que estão no ‘topo’. Onde a sociedade é mais homogênea em termos sociais, todos os seus membros têm mais oportunidades de controlar e prever as suas próprias vidas.

“As regras da interação social devem ser claras para todos e reconhecidas como justas. Se as camadas mais baixas da sociedade e a elite perceberem a ordem estabelecida como injusta e desonesta, então, nesta situação, o estresse é garantido para praticamente todas as partes da hierarquia: a parte intermediária, a inferior e a superior. E o aumento da mortalidade em todo o país é apenas um reflexo desse estado das coisas”.

Comentário: Com base nesta pesquisa, fica claro como o equilíbrio, neste caso em termos de homogeneidade social e consentimento, tira a sociedade das crises de doença, morte e depressão.

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