Trabalhe, E A Terra Dará Fruto

Dr. Michael LaitmanTodos nós recebemos algum sentido inicial da importância do fruto amargo da doação, mas não podemos tolerar o seu terrível sabor amargo. No entanto, se estivermos constantemente dizendo um ao outro o quão importante ele é, todo mundo vai estar imbuído dessa importância. Por outro lado, a pessoa vai sentir mais claramente o quanto isso a repele e é contra toda a sua natureza. Ela vai sentir que esta coisa é extremamente valiosa, mas está além dela.

Se a pessoa está num ambiente que lhe diz que não há escolha, porque esse fruto é vital para ela e é toda sua vida, ela concorda em mudar sua natureza. Ela começa a descobrir que existe um remédio para isso e exige a força que irá mudá-la: a Luz que Corrige.

Assim, aos poucos, ela descobre um novo sabor. A pessoa começa a encontrar doçura neste amargor, adicionando ainda mais amargor!

O Talmude dá o exemplo de que é proibido salpicar limão ou toronja com sal porque suaviza o amargor natural e o transforma em doçura. Como se diz: “O sal adoça a carne”.

Nós adicionamos um componente ainda mais amargo, a tela anti-egoísta, ao fruto amargo e ele fica doce! Assim, a pessoa recebe o remédio chamado força da doação.

Então, o amargor que ela sentia antes em seus desejos egoístas torna-se doce devido à tela. Isso significa obter uma conexão com a doação, porque a doação se transforma em prazer para ela. E o Doador, isto é, o Criador, se aproxima dela de tal forma que a pessoa sente o desejo de doar ao Criador.

Ela desenvolve este gosto pela doação, como em nossa vida nós desenvolvemos um gosto por novos alimentos, e eles se tornam um prazer para nós. Uma criança não vai beber vinho porque ele é azedo ou amargo, ela preferiria ter um suco doce. Ela irá se recusar a comer comida muito picante ou azedo que nós comemos. Isto é, o nosso gosto normal também se desenvolve na vida, e nós podemos desenvolver uma nova atitude para com as coisas que antes não podíamos tolerar.

O mesmo acontece em nosso trabalho interior. A doção é um fruto muito amargo. Não há nada atraente nele, pelo contrário, ele nos repele. Porém, se a pessoa se preocupa com a importância da doação,esta importância se transforma para ela na linha direita, e o amargor na linha esquerda. Então, ela constrói a nova linha média, um meio para saborear a doçura na amargura.

É completamente como Megilat Esther (Livro de Ester), que significa a revelação (Megilat) da ocultação (Esther). A doçura é sentida na amargura, e a “escuridão brilhará como a Luz”. Assim, tudo o que sentimos como amargo se torna doce devido à nova atitude.

Mas, “a terra não dará os seus frutos até que o homem seja criado”. Os frutos já existem, e a terra já está pronta para produzi-los. A pessoa só tem que nascer para sentir que existe um solo fértil, dando frutos, e é doce; caso contrário, não é um fruto. Ou seja, estes são os frutos que são revelados como resultado do trabalho do homem, e sem este, o homem não vai colher os frutos.

Na medida em que ele construiu a linha do meio, uma nova atitude em relação ao que ele sentia como amargo, ele revelará que essa fruta é uma fruta doce.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/11/11, Escritos do Rabash

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