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Preparando-Se Para O Próximo Encontro

Dr. Michael LaitmanAlgumas vezes ao dia nós precisamos analisar e examinar o estado em que estamos, a nossa postura em relação ao Criador, o ambiente e a nós mesmos, para ajustarmos nossa direção. Nós nos desviamos o tempo todo do caminho; isso é natural . Afinal, nosso ego está constantemente crescendo e nós temos que adicionar cada vez mais força para mantê-lo sob controle.

Eu tenho que separar o meu corpo animal da meta espiritual, para dar ao corpo tudo que for necessário, e direcionar o restante para alcançar a doação, verificando isso em relação ao ambiente, de acordo com o quanto eu quero conectar-me a este último.

Então, eu não vou ficar confuso, e será claro para mim o quanto eu preciso para ter uma vida regular, e quanto eu posso dar ao ambiente. Ou seja, eu vou saber exatamente onde estou e qual o meu limite. Isso é muito importante, pois se você sente um limite, você pode guiar-se corretamente: dê o que for necessário à materialidade e faça todo o possível em prol da espiritualidade.

Agora, antes da Convenção, é preciso analisar o quanto você sente a necessidade de conectar-se. Desperte-se assistindo às gravações das convenções anteriores, de modo a manter contato com o ambiente de alegria e felicidade para o seu avanço. Isso prepara a pessoa muito bem.

Não há tempo na espiritualidade: não há passado, presente ou futuro. Assim, quando você está assistindo a gravação, isso não é o passado. Nós nos conectamos ao estado que existe agora. Não há nenhuma diferença se eu ver uma gravação feita há seis meses, ou participar do que está acontecendo hoje. Todos estes estados se juntam em uma única realidade. Ao me inspirar no passado, posso me preparar para o próximo encontro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/11 sobre a Preparação para a Convenção NÓS!

Uma Máquina De Movimento Perpétuo Que Funciona Pela Energia Da Luz

Dr. Michael LaitmanNós ainda não atraimos Luz suficiente, e se começarmos a usar a nossa mente corporal para descobrir onde está a inclinação ao mal dentro de nós, isso não vai dar em nada além de um mero filosofar. Nós só agimos dentro da Luz; logo, não precisamos de quaisquer avaliações ou exames e devemos pensar apenas em nossa conexão. Nós simplesmente não somos capazes de fazê-lo agora.

Nós temos que atrair uma grande quantidade de Luz antes de obter poder, entendimento e sabedoria para sentir o que é a “inclinação ao mal” (Yetzer haRa). Na verdade, ela é um anjo, a força do Criador, que fica em oposição a Ele. Apenas Moisés mereceu a honra de enfrentar o Faraó. Somente após todo este caminho nós chegaremos ao Monte Sinai (o monte do ódio).

E como você, com seu coração e mente terrenos, não tendo qualquer conexão com o mundo espiritual, deseja detectar a inclinação ao mal? Em nosso mundo, não há nenhuma inclinação ao mal, em nenhuma pessoa! Se a pessoa possui um caráter terrível, isso não é mal, mas apenas uma característica natural, como em um tirano. Primeiro, nós temos que encontrar o “humano” em nós mesmos, que tem a ver com os níveis e qualidades espirituais.

“O Criador criou um contra o outro”, a impureza e a santidade, que agora se desdobram em duas linhas, a da direita e a da esquerda. Assim, durante o período de preparação, não fazemos qualquer análise, mas apenas nos esforçamos em conectar. E só depois de todos esses esforços é que chegamos ao Monte Sinai, a um estado tal onde estamos finalmente prontos para receber a força da correção, ou seja, porque nós encontramos o monte do ódio, a verdadeira inclinação ao mal.

E essa é só a primeira revelação. Depois, vêm os 40 anos no deserto e a conquista da “terra de Israel”, isto é, os graus mais elevados da revelação do mal, e assim por diante, até o fim da correção.

Portanto, devemos pensar apenas na Luz, na unidade, e nada mais! Quando a força da Luz começa a afetar-nos, esta é uma energia completamente diferente, quando começamos a funcionar como um “mobile perpetuum (a máquina de movimento perpétuo)”, funcionando por meio de combustível externo. É como se do nada, por conta própria, a compreensão e força para fazer o trabalho surgissem em nós, as quais realmente não temos, ou seja, que não foram dadas pelo nosso egoísmo.

Assim, não importa o que nós estudamos; acima de todos os pensamentos dos Partzufim e Sefirot, precisamos pensar na união, na correção da quebra. Afinal, a inclinação ao mal é o que resta dentro dos Kelim (vasos) após a quebra.

Da 1ª parte da LiçãoDiária de Cabalá 17/03/11 sobre o tema “Eu Criei a Inclinação ao Mal , e Criei a Torá Como Tempero”

Uma Sombra Da Inclinação Ao Mal No Fundo Da Luz

Dr. Michael LaitmanNo início, eu não tenho nenhum desejo de revelar o mal, isto é, não quero ver que odeio os outros e que isso é mal. Se eu odiá-los apenas na minha vida diária, isso não é considerado a inclinação ao mal, visto que é o meu egoísmo animal natural e não algo descoberto com a ajuda da Luz.

Se hoje eu estou aqui neste mundo e odeio os outros, querendo tirar proveito deles para adquirir comida, sexo, família, poder e conhecimento, isso não é considerado como inclinação ao mal. Afinal, eu preciso revelar não o egoísmo comum e corporal, mas o egoísmo espiritual, que se posiciona contra o Criador, contra a força de unificação entre as partes da alma integral. No passado, nossas almas eram uma só, mas separou-se devido à força de separação, que entrou entre elas.

A Shadow Of The Evil Inclination

A inclinação ao mal está acima de nossa natureza. Veja, abaixo, neste mundo, eu tenho apenas o insignificante egoísmo material. Mas se eu entro no grupo e começo a estudar, eu começo a atrair a Luz do Alto, de trás da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), onde ela reside. Ela começa a agir em mim como a Luz Circundante que me revela a força da quebra. Isto é algo novo que eu nunca senti antes.

Nesta força da quebra, eu também alcanço a sua natureza oposta: eu percebo que venho do Criador, da força que costumava conectar-nos. Uma está em oposição a outra, e eu sou capaz de distingui-las. Caso contrário, não há realização se não existir dois opostos que eu possa comparar. Eu só posso ver algo como um contraste entre a Luz e as trevas.

Da 1ª parte da LiçãoDiária de Cabalá 17/03/11  sobre o tema “Eu Criei a Inclinação ao Mal, e Criei a Torá Como Tempero”

A Criatura Que Está Fora Do Controle Do Criador

Dr. Michael LaitmanÉ dito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá (Luz) como meio de corrigi-la“. E, de fato, essa é a condição mais importante, porque todas as outras disposições, princípios e recomendações que os Cabalistas nos dão, suas explicações sobre o Criador e as leis da criação, tudo isso decorre da referida lei suprema.

Primeiro, ela começa com a criatura em si: “Eu criei a inclinação ao mal”, ou seja, antes não há nenhuma criatura. Até que o homem encontre a “inclinação ao mal” dentro de si, ele não é considerado “criatura”. Todos os outros atributos, pensamentos, desejos, tendências e ações que não dizem respeito à inclinação ao mal, não são considerados como criatura.

Em outras palavras, nem o lápis que eu tenho em minhas mãos, nem eu mesmo, podem ser considerados como criatura, enquanto não houver nenhuma inclinação ao mal revelada interiormente. Para começar, eu preciso ver a inclinação ao mal, que é a única coisa que damos o título de “criação” ou Beria, da palavra hebraica “fora” (Bar) do Criador, isto é, oposta a Ele, contra Ele. Assim, deve haver primeiro um entendimento de quem é o Criador, e então você entenderá o que é a “inclinação ao mal” (ou a criatura em oposição a Ele).

Em toda a criação, a inclinação ao mal está presente somente no ser humano deste mundo, e também não em todos, mas apenas na pessoa que desenvolveu o desejo de receber prazer com uma intenção egoísta chamada de “ódio” em relação aos outros. Se ela tem um desejo que atingiu certo grau equivalente ao Monte Sinai (a montanha de ódio), então ela pode ser considerada como “criatura”, e a Cabalá é endereçada especificamente a ela.

Tudo o resto não se refere ao mal, porque é simplesmente a natureza, que funciona de acordo com suas leis específicas que não podemos mudar. Se existe um lugar onde alguma coisa possa ser esclarecida e trabalhada, de tal modo que possa ser alterada a fim de obter uma recompensa por um esforço de alguém, esse lugar é chamado de inclinação ao mal, o ódio.

O ódio surge durante a quebra dos desejos (Kelim). Havia uma alma integral, mas ela quebrou, ou seja, a força de separação, ressentimento e ódio surgiu e agiu entre suas partes, que costumavam ser um todo. Agora, cada um quer usar os outros, tendo prazer ao humilhar e explorá-los, até destruir o outro completamente. Em outras palavras, ele gosta de machucar os outros.

Portanto, a pessoa deve fazer a diferenciação entre o “eu” e a “inclinação ao mal”, a criação dentro de si, se ele chegar a descobri-la.

Da 1ª parte da LiçãoDiária de Cabalá 17/03/11 sobre o tema “Eu Criei a Inclinação ao Mal, e Criei a Torá Como Tempero”

Um Lego Feito De Pedaços Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a aula nós trabalhamos com a Luz que nos corrige. Mas com o que trabalhamos na Convenção?

Resposta: Na Convenção isso acontece ainda mais! Nós não temos nenhum outro meio para influenciar o que está acontecendo conosco, além da Luz que corrige. Essa é a única coisa que podemos despertar!

Nós despertamos nossos estados futuros, que ainda não foram revelados em nós e que estão para ser revelados. São estados de doação para fora, onde cada pessoa doa para fora, para o seu próximo. Esta é precisamente a qualidade que queremos descobrir – cada pessoa dentro de si mesma e todos nós como um todo.

Quando revelamos esta qualidade de doação, significa que revelamos o Criador. Como os Cabalistas nos dizem, esta qualidade nos criou, nos formou, e nos espalhou longe uns dos outros, para que, unindo-nos novamente, a revelássemos novamente.

Entretanto, o Criador está no exílio. O que isso significa? Podemos dizer que Ele também se desintegrou em pedaços minúsculos e está dentro de todas essas partes quebradas que estão longe umas das outras. Assim que você começa a conectá-las, você começa a recriá-Lo ou restaurá-Lo, a força comum de doação.

Nós temos que construir uma imagem para nós mesmos que esteja próxima da verdade. Caso contrário, vivemos em várias fantasias religiosas, imaginando uma imagem irreal, não-materialista.

Nós temos que entender que a diferença entre crenças ou religiões e a ciência da Cabalá é que as crenças ou religiões querem imaginar a espiritualidade nos desejos materiais, que percebem tudo “dentro” e, portanto, constroem suas noções de acordo com a realidade terrena, com a criação estando abaixo e o Criador acima, como se estivessem separados mais pela distância do que pelas qualidades. Elas não falam sobre a correção do homem.

Em contraste, a ciência da Cabalá diz que tudo está dentro do homem. Assim, a realidade ou dimensão superior se revela nas correções e mudanças internas da pessoa. Portanto, a coisa mais importante para nós é  corrigir o homem. Ao corrigir suas qualidades, a pessoa sente que o Criador é revelado dentro dela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/11, O Zohar

Como Sair De Um Beco Sem Saída

Dr. Michael LaitmanSe o grupo chegou a um beco sem saída de ódio mútuo, então é melhor rompê-lo, a fim de dar às pessoas a chance de ver a verdade. Que cada pessoa fique em casa e avalie sua vida. O ódio se tornará menos ofuscante, e ela vai ter um olhar mais objetivo sobre o ódio entre os amigos, trazendo um pouco de pensamento racional à emoção.

Então ela vai começar a pensar sobre o que deveria fazer com este ódio, de onde ele veio, e para que fim foi criado. Ela se lembrará que o ódio é o meio para a ascensão. Afinal, o Criador criou a inclinação ao mal e propositadamente evoca o ódio entre nós para que possamos apelar a Ele e revelá-lo. A ciência da Cabalá é o meio para a revelação do Criador, e você tem a oportunidade de revelá-Lo neste momento.

O Criador só se revela acima do nosso egoísmo, e enquanto nos sentirmos bem, não vamos recorrer a Ele. Devemos entender de uma vez por todas que todo o avanço vem apenas como resultado de sensações negativas. Se a pessoa se sente bem, ela não vai fazer nenhum movimento; esta é a nossa natureza.

Assim, é possível trabalhar com o amor dos amigos, se imaginarmos todos os processos e estados que teremos de percorrer, se nós os discernirmos dentro de nós, os entendermos e os descrevermos, se voltarmos à auto-análise algumas vezes por dia, e adicionarmos lógica e emoção a eles. É assim que começamos a controlar cada estado, bom ou mau, e o usamos  como meio necessário, ou alavanca, que nos permite transformá-lo no próximo estado de avanço.

Se cada um de nós tentar quebrar seu ego, nosso “coração de pedra”, isso significa que nós entramos no coração de nossos amigos. Em última análise, nós revelamos o único estado que existe, o qual o nosso egoísmo estava ocultando de nós.

Nós não estamos trabalhando com nossos amigos ou com o grupo, mas simplesmente mudando a  percepção da realidade em nossos corações. O problema não está nos amigos ou no grupo. Existe apenas a minha alma, que eu preciso reunir em uma totalidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/03/11, Escritos do Rabash

Examine A Raiz Se Você Quiser Resolver Os Problemas Mundiais

Dr. Michael LaitmanVamos esperar que, em virtude de nossos esforços, suavizemos as Guevurot (os eventos severos que exigem a nossa superação) que estão sendo reveladas no mundo de hoje. Temos que pensar nisso e nos esforçarmos.

Uma grande Convenção na América do Norte começará em breve, e vamos tentar exercer uma influência positiva no mundo através da nossa poderosa união. A abordagem correta é muito importante aqui. “Uma influência positiva” não significa que vamos eliminar todos os acontecimentos ruins. Não podemos eliminá-los ou corrigi-los. Pelo contrário, nós temos que tomar cuidado para garantir que as pessoas avancem através da doação mútua, da interconexão. Então, como resultado desta interconexão, a Terra também se acalmará, todos os problemas e guerras serão resolvidos, e assim por diante.

Não se oponha à natureza, tentando evitar os desastres. Esta é uma oração errada e isso nunca vai acontecer desta forma. Em vez disso, volte-se para a causa dos problemas, para a fonte das ocorrências naturais. O problema está dentro de nós e, portanto, temos que corrigir os nossos próprios estados. Isso é tudo que temos que fazer.

We have to unite as much as possible and wish for our unity to be the means for the whole world to advance toward the same thing. Then everything will immediately calm down, including the occurrences happening right now, as well as the troubles that await us in the future in order to incite us to attain correction.

Nós temos que nos unir o máximo possível e desejar que a nossa união seja o meio para o mundo inteiro avançar na mesma direção. Então, tudo vai se acalmar imediatamente, incluindo as ocorrências que estão acontecendo neste momento, assim como os problemas que nos esperam no futuro com a finalidade de nos incitar a atingir a correção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/11, Talmud Eser Sefirot

Graduar-se Na Faculdade Com Doze Anos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que exatamente a sabedoria da Cabalá dá às crianças que uma boa escola privada não consegue dar?

Resposta: A Cabalá desenvolve o ser humano. Ela lhe dá ferramentas que tornam sua vida fácil. Ela dá a possibilidade de perceber e aprender tudo de uma maneira fácil, porque revela habilidades nele que lhe permitem compreender tudo.

Ele não encontrará nenhuma dificuldade que o faria sentir incapaz de superá-las. Ele estará olhando tudo de cima, como algo que pode aprender. Ele não experimentará  qualquer dificuldade em adquirir certo conhecimento.

Os estudos da Cabalá expandem as ferramentas de percepção da criança a um nível superior. Como resultado, ela não terá nenhum problema com as ciências comuns, como física, química ou biologia. Ela vai olhar para elas como uma ciência dos níveis inferiores da natureza: inanimado, vegetal e animal.

A Cabalá começa a desenvolver imediatamente o nível humano na criança.O resto dos níveis tornam-se incrivelmente fáceis para ela. Ela pode graduar-se na faculdade em dois a três anos, com a idade de 12 a 15 anos.

Até agora, nós apenas não estabelecemos essa meta. No entanto, nós podemos  organizar um grupo e solicitar ao ministério da educação que lhes dê exames de qualificação. Deixe-os ver como são desenvolvidas essas crianças e como elas pensam de forma madura. Elas realmente merecem um diploma de acordo com seu nível humano.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá, 28/12/10, “A Sabedoria Cabalística e a Filosofia”

Momentos De Cabalá – O Bom Ambiente

Momentos De Cabalá – A Nova Educação