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A Maior Televisão Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pensar na unificação do mundo? É a unificação dos desejos espirituais, “os pontos no coração”, ou de todas as pessoas em geral?

Resposta: “A pessoa é um pequeno mundo”. O mundo, tudo o que eu vejo e sinto, é uma única realidade. Os mundos inanimado, vegetal e animal, e os humanos que eu vejo, tudo isso é os meus desejos internos e os atributos que estou observando dentro de mim.

Tente se aprofundar um pouco mais e você começará a ver como tudo funciona dentro de você e que isso é realmente assim. Afinal, este é o seu sistema interno. É como se eu estivesse olhando para a tela do computador e simplesmente visse uma demonstração, um reflexo, uma pequena manifestação do que está ocorrendo dentro. É assim que o homem é construído.

Por isso, precisamos sair “deste mundo”, deligar-nos desta super televisão com tela de várias polegadas e 3D, e entrar no nosso próprio sistema: dentro da “memória” e do “processador”, dentro de todos os nossos programas, tudo o que temos dentro. Então, você vai chegar ao mundo espiritual, onde tudo desce.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/11, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Tolerância Espiritual

Dr. Michael LaitmanTudo depende do quão capazes somos de suportar os desejos que se revelam em nós. No caminho espiritual a pessoa revela desejos maus, incorrectos dentro dela, mostrando o quão longe ela está do objectivo e quão oposta ela é dele. Mas se o seu ambiente age correctamente, então ela imediatamente descobre que tudo isto é para o seu próprio bem.

Desta forma, a minha vontade de suportar significa que eu me preparo a mim próprio para aceitar qualquer revelação do mal e transformá-la em bondade. Se, contudo, não estiver preparado para isto, então cada nova revelação do mal engana-me e eu não quero recuperar, caindo no desespero ou simplesmente não sabendo o que fazer. E é assim que a oportunidade que me foi dada é retirada.

A influência do ambiente que mantém a conexão com o objectivo, direcciona a pessoa constantemente para este objectivo. Esta é a preparação correcta, a vontade de tolerar (suportar). Se eu preparei esta força, então o mal revela-se em conformidade com ela e vejo-a como o elevador para ascender à bondade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/11, Escritos do Rabash

Uma Exigência Pela Luz

Dr. Michael LaitmanSe a pessoa sente um desejo de se tornar “Humano” e o usa correctamente, é chamada de “Israel”, que significa “directo ao Criador” (Yashar-El). Ela quer atingir toda a sua actividade e todas as circunstâncias que encontra no seu caminho que a conectem ao Criador. Então, em cada situação e a cada momento na vida ela quer estar sob a influência da Luz que Corrige.

Ao construir estas coisas para si da forma correcta, a pessoa descobre que está à frente da Luz, do Criador, e o seu trabalho inteiro assenta apenas em aspirar para esta exigência que está direccionada a esta força correctora. Afinal de contas, olhando para a imagem toda, apenas ambas existem no mundo inteiro.

Nesse caso, a pessoa também constrói correctamente o seu ambiente. Os amigos são partes da sua alma, pertencendo ao mesmo desejo. Na medida em que os conecta a si mesma, a Luz vem e corrige essa união, substituindo a sua forma de recepção pela forma de doação mútua. Então, todas as criaturas que rodeiam a pessoa tornam-se partes dela e tudo se funde num todo através da Luz.

É assim como chegamos ao estudo, ao uso do método Cabalista, e alcançamos o objectivo da criação. Ao tentar tomar a direcção correcta antes do estudo e noutras ocasiões, a pessoa determina a velocidade do seu avanço.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/11, Escritos do Rabash

Por Que Nós Precisamos De Dinheiro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o dinheiro se relaciona com a espiritualidade e como ele nos ajuda a avançar?

Resposta: Dinheiro (Kesef, em hebraico) é uma cobertura (Kisui) sobre o meu egoísmo. É uma força que permite-me cobrir o meu egoísmo, preenchê-lo ou usá-lo para a satisfazer os outros. O dinheiro me dá a oportunidade de trabalhar com o meu egoísmo – em seu benefício ou contra.

Portanto, no mundo todo o dinheiro tem de ser usado apenas em prol da conexão entre as pessoas. A pessoa deve deixar para si apenas o necessário para a vida e dar todo o excesso para a correção do mundo.

Na futura geração, no mundo corrigido, o dinheiro irá desaparecer. Eu vou receber tudo que preciso da sociedade; então, por que eu precisaria de dinheiro? Se o mundo inteiro for corrigido e as necessidades de cada pessoa forem fornecidas, e se ninguém precisar de satisfação excessiva, então para que o dinheiro? Não haverá nenhuma necessidade dele.

Ele será necessário para de alguma forma regular os processos de intercâmbio e transferência de uma empresa para outra e entre as fábricas, a fim de fornecer a todo o mundo e para atingir a forma corrigida e perfeita, mas isso não vai acontecer por meio de papel-moeda por muito tempo. Vamos ter de alguma forma que medir a conexão entre nós. Nós, de fato, avaliaremos isso pelo “dinheiro”, mas não será o mesmo dinheiro que está em circulação hoje, mas o grau de doação de uma pessoa a outra.

Se nós mudamos para doação, nós também precisamos de “dinheiro”. No entanto, ele adquire a forma de uma tela que é medida pela união que ela conduz.

“Quanto você pagou?”. A resposta é: conforme a união que surgiu! Entretanto, hoje o preço que eu pago é determinado por quanto eu receberei para mim mesmo ao separar-me dos outros, criando assim a separação entre nós.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 01/03/11,Lição sobre Dinheiro

Egoísmo E Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode o prazer que se obtém da espiritualidade ser egoísta?

Resposta: Com certeza pode. A espiritualidade é amor e doação.Estou disposto a doar e amar você, se isso me vai beneficiar. E se não, então por que eu deveria? Isso é chamado de Klipa (casca), e esta é a corporalidade, não a espiritualidade.

Cada um de nós é capaz de amar dessa forma. Eu amo meus filhos porque eles são meus. Mas se eles não são meus, eu não tenho respeito por eles. Eu posso amar alguém se meu bem-estar depende deles, mas se isso não acontecer, eu não preciso deles. Em outras palavras, eu te amo e invisto porque recebo um benefício pessoal a partir de ti. No entanto, isso não é amor e doação, é usar os outros.

Amor e doação descritos pela sabedoria da Cabalá não têm nada a ver com o recebimento para eu mesmo. Eu simplesmente amo a fim de beneficiar outra pessoa. Isso é ainda maior do que o nosso amor por nossos filhos, porque nós amamos os nossos filhos instintivamente.

Devo chegar ao tipo de amor por um companheiro que não beneficie o meu egoísmo. Mas se o meu egoísmo recebe algo deste amor, não é amor: eu simplesmente amo e satisfaço a mim mesmo em um círculo vicioso. Assim, tudo é definido pela minha intenção. Mas como posso verificar a mim mesmo?

Eu tenho que subir para o tipo de amor onde eu só estou preocupado com o outro ser humano e não comigo mesmo. É algo que devemos saber porque a natureza nos forçará a atingir este nível. Segundo o programa da criação, devemos nos tornar semelhantes ao Criador. O Criador é bom e faz o bem sem olhar a si mesmo. Ele deseja preencher-nos e isso é chamado de amor.

Como podemos nos aproximar deste estado? Minha intenção atual só pode ser corrigida pela Luz que Corrige. Ela criou o meu egoísmo e agora pode elevar-me acima dele, realizar um milagre: me tira do Egito. Quando eu subo, começo a me corrigir.

Essa Luz só pode ser detectada através do estudo da sabedoria da Cabalá. Durante a leitura de O Livro do Zohar, a pessoa começa a perceber que a Luz está agindo sobre ela. O estudo contém em si uma força que transforma. Diz-se, a este respeito: “Eu criei a inclinação ao mal, e dei a Torá para sua correção, a Luz que leva a pessoa de volta ao bem”. É por isso que a sabedoria da Cabalá está sendo revelada em nosso tempo e está se tornando disponível para todos.

Do programa de TV “Pergunte ao Cabalista”, 04/04/10

Onde Está Hoje O “Grupo De Abraão”?

Dr. Michael LaitmanA nação de Israel é uma definição coletiva de pessoas cujos antepassados habitaram a antiga Babilônia e recebeu o despertar para “a obra do Criador”, para chegar à adesão com ele. Abraão escolheu essas pessoas e organizou-as em seu grupo. Estamos juntando-nos ao mesmo grupo constituído de pessoas que existem no nosso mundo, assim como as almas que não têm corpos materiais.

Em essência, é o mesmo grupo, as mesmas almas, conectando-se entre si para revelar o mundo espiritual, o Criador, para atingir equivalência com Ele, e para lhe trazer satisfação. Todas estas almas juntas são chamadas o grupo de Abraão.

Parte dessas almas caíram do nível espiritual e está completamente perdida; ninguém sabe onde elas estão. Diz-se que 22 milhões de pessoas foram descobertas no Paquistão, que, alegadamente, pertenciam ao povo de Israel. É impossível saber agora, e não é assim tão importante. Não estamos pensando em termos de “contagem de cabeças”, mas em relação a almas, desejos.

Quanto ao desejo, aqueles que aspiram a alcançar o mundo espiritual hoje, bem como aqueles que atingiram em todas as gerações, juntos, são considerados parte do grupo de Abraão. Além disso, aqueles que já estiveram no nível espiritual e depois cairam dele, abandonando “a obra do Criador”, estão agora em um estado “dormente”, esperando para voltar e atingir o que perderam. Eles também pertencem a este grupo.

Acontece que “Israel” (Yashar-Kel ou direto ao Criador”) é um grupo bastante numeroso, pois muitas pessoas “passaram” por ele ao longo das gerações passadas. Esse grupo precisa se fortalecer constantemente. Estamos todos trabalhando para atingir a espiritualidade enquanto ainda estamos neste mundo, e estamos unidos a todas as almas do mundo superior, de uma outra dimensão, que estão nos ajudando, trabalhando em conjunto conosco, em um sistema unificado, para passar a Luz à alma comum de Adam HaRishon.

Ao fazer isso, estamos despertando todas as almas que caíram do mundo espiritual durante a destruição do Primeiro e Segundo Templos; nós as ajudamos a voltar. Afinal, elas ficaram presas em outros desejos e almas, que se chama “estar no exílio”. Além disso, estamos despertando almas que nunca antes foram despertadas.

Nós não estamos trabalhando sozinhos, mas junto com as almas dos patriarcas, de Abraão, do grupo da antiga Babilônia! É um imenso sistema.

Mas mesmo que o sistema conecte a si todas as almas, todas as pessoas no mundo, e que todas as almas no mundo espiritual passem a Luz que corrige seus desejos, tudo isso será apenas uma linha fina no mundo do Infinito, Nefesh de Nefesh. Assim é a enorme Malchut do mundo Infinito.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/02/11, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot