A Luz De Chanucá Em Seu Coração

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 43: As velas não brilharão até que três condições sejam cumpridas:

1. Que exista uma vela, que é um receptáculo no qual o óleo é derramado,
2. Que exista o óleo,
3. Que exista o pavio.

Quando estas três condições se unem, torna-se possível alegrar-se pela luz que produzem.

Estas três condições necessárias para a luz refletem também a nossa estrutura. Nós somos constituídos de desejo de desfrutar, que age egoisticamente. Portanto, quando olhamos para o mundo, vemos que ele está cheio de sofrimento e de problemas.

Ninguém age honestamente; todos se prejudicam mutuamente e eu não consigo entender porque o Criador (se é que Ele existe) criou um mundo tão ruim. Eu o teria feito muito melhor se fosse Ele! Eu olho para tudo através do meu desejo egoísta e mau, e é por isso que vejo mal por toda a parte.

No entanto, se eu começar a superar a minha confusão pensando que o Criador é bom e faz tudo bem, enquanto que eu sinto o mal só porque sou ruim, então todos esses pensamentos e desejos se chocam dentro de mim e se contradizem. Isto é chamado de “pavio” (Ptila), porque eu considero onde está o “desperdício” (Psolet) do meu desejo e em relação a que ele é mau.

O desejo é um vaso e existe um “pavio” dentro dele que é produzido ao se superar o desejo. Esses discernimentos (Birurim) dão origem ao combustível (Beirut), ou seja, o óleo: a Luz de Hochma.

Estes três componentes também estão presentes na alma humana, que deseja entender a si mesma e iluminar-se como uma vela. Eles também estão presentes na vela normal, que é o símbolo da alma.

O vaso ou desejo era egoísta por natureza, querendo “para o seu próprio benefício”. Foi assim que eu nasci. Com a ajuda do estudo da Cabalá no grupo, eu crio um “pavio” que pode se iluminar, porque começo a reagir e a discernir quem é o Criador e quem sou eu. O “óleo” é o resultado, porque este estado dá origem ao “combustível”.

Eu enfrento uma luta: eu quero alcançar a doação, mas sou incapaz disso. Eu avanço, mas a minha natureza me puxa de volta. O Faraó não me deixa sair do seu domínio. No entanto, é assim que eu avalio a mim mesmo e o Criador, bem como o tipo de sistema através do qual posso estar conectado a Ele.

Depois de superar isto, a pessoa merece a Luz do Criador que ilumina a sua alma, chamada de Luz de Chanucá. Esta é a revelação da Providência Superior, levando bondade às criaturas.

Da 4ª parte da Lição Diária 01/12/10, Escritos do Rabash

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