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Para Não Se Separar Novamente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sou convidado para uma noite de celebração, mas já sei que tão logo ela tenha terminado, todo o prazer terá desaparecido. Existe alguma permissão para manter o prazer?

Resposta: É impossível manter o prazer nos desejos (Kelim) egoístas. Não é nem um prazer, mas uma simples centelha que se esfrega um pouco em nós e morre.

O prazer não é senão a Luz! E se você quiser mantê-lo, você precisa preparar seus vasos (Kelim), que possam ser adequados a ele. Se o desejo for de doação, você experimentará um prazer enorme e eterno nele, que se expande continuamente e sem parar. Caso contrário, não há nenhuma chance de manter o prazer mais do que alguns minutos ou segundos.

Isso também depende do prazer em si: quanto mais exaltado ele for, mais agudo e rápido ele termina. Um prazer simples pode durar por um tempo. Você pode ficar na cama por algumas horas e desfrutar de descanso, ou colocar um doce na boca e saboreá-lo por alguns minutos. Mas se o prazer for exaltado e poderoso, ela vem na forma de um pico e desaparece rapidamente.

Na verdade, isso não é um prazer, mas sim um encontro com uma centelha de Luz que é considerada como uma “pequena vela” (Ner Dakik). Se você quer que o prazer nunca morra, é preciso oferecer-lhe um desejo que coincida com ele: o desejo de doação.

O prazer vem do Doador, e o seu desejo também deve vir de um doador. Assim, eles se encontrarão e se unirão, aderidos para nunca mais se separar!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/1 , “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

O Decodificador Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Posso usar a minha imaginação para imaginar o estado futuro corrigido?

Resposta: Isso depende daquilo que imaginarmos para nós mesmos no degrau futuro. Para retratá-lo mecanicamente fazemos desenhos.

É possível colocar todas as condições do grau futuro numa mesa qualquer, listar todas as particularidades técnicas destes estados: desejos, telas, níveis de Aviut, entrada e saída de Luzes, as Luzes Circundantes e Interiores, a divisão do degrau numa série de sistemas internos e externos na Segunda Restrição.

Mas, em última instância, chegamos aos mesmos discernimentos espirituais gravados pelos Cabalistas de forma a descrevermos uns aos outros os detalhes técnicos que precisam de ser tomados de forma a sentir o que eles desejam transmitir. Suponha que eu lhe dou uma folha de notas musicais; isto é, eu transmito-lhe algum tipo de informação. Consegue fazer alguma coisa com ela? Não. Deve primeiro apreendê-la como informação externa e então tomar as contrapartidas internas. Se você ler música, será capaz de cantá-la, e então saberá o que eu tentei transmitir através dela.

Os Cabalistas fazem exactamente o mesmo passando-lhe dados técnicos. Leve-os na sua alma e receberá tudo o que eles pretendem. É essa a forma como poderá saber do que é que eles falam.

A transferência de informação através da Internet trabalha da mesma forma. Eu desenho uma imagem na tela do computador ou importo fotografias da câmera, salvo as imagens num formato particular e envio-lhe esta informação através de um canal de comunicação. Você recebe estes dados técnicos e usa um decodificador para uma vez mais as transferir para uma imagem na sua tela.

É também dessa forma que os Cabalistas se mantêm em contacto entre eles. Eles atingiram a imagem espiritual, gravaram-na, e passaram-na para nós, só que falta-nos o “decodificador” para transformar esta informação nessa mesma imagem. Nós lemos sobre ela mas não como imaginar do que é que eles falam. Para nós tudo parece uma fantasia.

Somos incapazes de decifrar e extrair o significado de qualquer uma das quatro linguagens usadas pelos Cabalistas para nos descrever o mundo espiritual (as linguagens do Tanach, Halachá, Hagadá, e Cabalá). Mas o que é que os Cabalistas nos dizem? Use estes textos como um “remédio milagroso” (Segula). O que é a Segula? Se você quer alcançar a revelação e de alguma forma perceber que a revelação só é possível na qualidade de doação, ver-se-á a si e ao mundo inteiro em amor e doação entre si, em garantia mútua, como um homem com um coração.

Se você aspira a esta imagem, começará a aproximar-se da decodificação correcta destes textos. Isso irá influenciá-lo, e, em última instância, o próprio “decodificador” espiritual ser-lhe-á revelado. É por isso que lemos O Livro do Zohar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá, “Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “Vocês São Parceiros Comigo”

Uma Realidade Dupla

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se devemos ver o grupo apenas como o seu estado interior e corrigido, como então difere ele do resto do mundo que também parece apenas não estar corrigido?

Resposta: Não há diferença no sentido interior. Mas quando você olha para o grupo, não consegue evitar reparar que as aspirações dos amigos para a espiritualidade se manifestam de forma externa, que eles vêm à lição todos os dias. Isto significa que eles tentam alcançar a espiritualidade mas ainda não a têm.

Você tem um ecrã (tela) exterior onde você vê como eles desejam a doação enquanto permanecem no sistema egoísta que pretende consumir tudo por auto-gratificação. Contudo, eles já sabem, percebem de alguma forma, e sentem mesmo que há uma chance de conseguir uma atitude diferente para com o mundo: substituir o consumo pela doação.

Eles sabem que há duas formas de experimentar a vida no universo:

  1. Uma vida onde eu instintivamente tento engolir tudo, porque nasci dessa forma, que é considerada como a “inclinação ao mal” com que nascemos.
  2. E há outra atitude para com a vida: doação, sair para fora de si mesmo, onde o meu “eu” por si mesmo não existe, a não ser que esteja incluído em todos os outros. Esta segunda abordagem é aquela que desejamos atingir.

Resulta que nós já temos duas abordagens. Toda a gente está a viver de acordo com o 1º princípio até agora, consumindo tudo em si mesmo. É isto que estamos a percepcionar actualmente, “este mundo”. Mas nós sonhamos em alcançar outro cenário na vida e ver a realidade espiritual que existe na doação.

O que irá então acontecer com a realidade corpórea? Irá desaparecer? Não, não irá. Irá permanecer por tanto tempo quanto for necessária, na medida em que precise ser empregada como um componente necessário.

Portanto, agora você deve ser capaz de perceber o que é o seu corpo material: É uma medida necessária que você tem de preservar de forma a continuar a consumir para o seu próprio benefício e não para doar. Mas, na realidade, não há corpo. Contudo, na medida que você precise de estar presente no consumo egoísta, você continua a existir na realidade material. E na medida que você passe para fora de si mesmo, você entra no mundo espiritual.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá, “Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “Vocês São Parceiros Comigo”

O Mundo Das Nossas Intenções

Toda a sabedoria da Cabala fala somente sobre ações de doação que são realizadas na nossa conexão mútua. Toda a realidade exceto este mundo existe em doação. Este mundo aparece ante nós em sua propriedade oposta, onde todos recebem para si mesmos tanto quanto possível. Nessa tendência a “consumir para si mesmo” nós experimentamos nossa realidade corporal.

Imagine muitos pequenos desejos dispersos em uma superfície plana. Se cada um deles quer ter o maior lucro ao levar vantagem sobre todos os outros, eles criam uma conexão mútua que é chamada “esse mundo”, em todas as formas de sua matéria. Nesse caso, a pessoa é amarrada por hierarquia, casamento, filhos, união, e tudo o que acontece de acordo com sua intenção de extrair prazer uns dos outros. E esse é o modo que eles se ajustam entre si. [Leia mais →]

O Zohar: Um Conto De Ódio E Amor

Pergunta: Eu me sento na aula lendo O Zohar e me esforço junto com os outros. Isso pode ser considerado como “sacrifício do desejo”?

Resposta: Não, não pode. Como eu sei o que você está lendo? Talvez você simplesmente aprecie o que O Zohar explica nessa linguagem fácil, atrativa e excitante.

Por que ele nos excita, e o que ele quer nos explicar? O Zohar explica que se eu desejo estar conectado com você, eu vou passar pelos estados que ele descreve. É simples assim! O que os autores do Zohar dizem: “Nós nos reunimos enquanto sentíamos ódio uns pelos outros; nós estamos separados por um abismo total. E então nós começamos a tentar nos unir”. [Leia mais →]

Como Posso Avaliar O Superior?

Rabash, “O Que É Um Grande ou Um Pequeno Pecado no Trabalho”: o valor da doação é determinado por a quem nós doamos. Se a pessoa doa a um pequeno rei, isso é um pequeno trabalho. Mas, se a pessoa doa a um grande rei, sua doação adquire valor e lhe traz grande prazer.

Pergunta: Enquanto eu imagino estar doando a um grande rei, eu sinto que eu mesmo estou recebendo. O que devo fazer?

Resposta: Está correto. Primeiro de tudo, valor depende somente de você. O Criador existe, quer você O revele ou não. É com você. Você tem um “sensor” para detectá-Lo? Esse é o problema.

Falando de forma geral, o que significa “valorizar o Criador”? Rabash cita Rambam quando explica como no começo do seu caminho a pessoa passa por um processo considerado como Lo Lishma (não em Seu Nome). Em outras palavras, eu valorizo o Rei se por estar perto d’Ele eu vou ganhar mais. Como no nosso mundo, eu meço Seu valor em relação ao prazer que eu posso receber d’Ele.

O que então faz eu mudar meus valores? É a Luz que Reforma. Se, por meio do grupo, eu me mantenho pensando sobre a mudança que precisa ocorrer em mim, olhando para frente para a chegada da Luz como um galo antecipando a aurora do que a temendo como um morcego faz, então mudanças chegam, e eu começo a apreciar o Superior porque Ele é o Doador, não porque eu posso ganhar o que Ele me dará. [Leia mais →]

A Oculta Lei Da Luz

Pergunta: Como pode a Luz Superior me reformar se está em repouso absoluto?

Resposta: Ao falar sobre a Luz que entra e sai, eu me refiro às mudanças dentro de mim. A Luz é o fenômeno dentro do kli (desejo). Não há Luz sem um kli. Alguns desses fenômenos eu chamo de “a Luz” e atribuo várias mudanças a eles.

Tudo está dentro. A algumas experiências internas eu atribuo uma causa de fora, externa, enquanto que a outras eu atribuo a minhas causas internas, eu mesmo. Depois de experimentar mudanças internas, eu as relaciono tanto a ações pessoais como à Luz que parece tê-las produzido sem minha consciência. Essas são nossas definições. [Leia mais →]

Pecado E Sua Correção

Rabash, “Que Nível Alguém Deve Alcançar Para Que Não Tenha Que Reencarnar?: ” Essa é a perfeição que Adão HaRishon tinha antes do pecado. Somente depois desse pecado ele desceu do seu nível e a sua alma foi dividida em 600.000 almas.

Pergunta: Como surge o pecado?

Resposta: Um pecado surge como resultado da influência da Luz Superior. Por exemplo: eu quero que você encontre seu próprio erro, mas eu quero fazer isso depois que você tenha entendido sua essência e somente então poderá corrigi-lo.

Minha participação nesse processo é discreta; eu permaneço “atrás da cena”. Quão imperceptível eu posso ser? Eu somente sirvo como um fator evocador que não é nem mesmo sentido na matéria do seu desejo, semelhante à Sefira Keter.

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“Bugs” De Uma Percepção Imperfeita

Na medida em que a pessoa não completou sua observação do mundo com a percepção espiritual, ela continua passando por vários problemas. Primeiro de tudo, ela tem dificuldade de diferenciar a corporalidade da espiritualidade.

Nós vivemos no plano corporal e temos que encontrar certas condições externas. Temos que organizar o trabalho no grupo, família e relacionamentos de trabalho, bem como a interação entre os amigos, o que fazemos seguindo as regras do mundo corporal que nós aceitamos como parte da governança superior.

É esperado de nós que demonstremos uma resposta dupla, desde os pontos de vista interno e externo. Porém, se virmos tudo através da perspectiva “interna”, por que precisamos disseminar a sabedoria da Cabala para início de conversa? Para quem eu estou tentando levá-la? É para suas partes já corrigidas? [Leia mais →]