Pegue A Mão Do Criador

Quando uma pessoa compreende quão importante é o grupo para sua correção, ela se abre como o capô de um carro e deixa que seus amigos “façam a manutenção” dentro dela. Da mesma forma, um paciente de bom grado se deita na mesa de cirurgia com a expectativa de que os médicos salvarão a sua vida. A pessoa sente que depende cem por cento da boa vontade dos amigos e que somente com a ajuda deles ela irá mudar, ser corrigida, e se recuperar de uma enfermidade fatal.

Então, o ambiente começa a trabalhar nela. Quanto mais ela adere aos seus amigos, mais claramente lhe é mostrado quão duro é se voltar para eles, quão atemorizada ela está com isso. Por um lado, a pessoa entende que ela simplesmente precisa se voltar para os amigos porque toda sua vida depende disso, mas por outro, o egoísmo e a teimosia não lhe permitem agir assim. Essas duas qualidades são chamadas “ódio”, “lado impuro”, e “imundice”.

Por exemplo: algumas vezes temos que nos desculpar com alguém e não podemos nos forçar a fazer isso. Nessa situação, eu descubro duas forças opostas: eu preciso fazer isso para me salvar, ainda assim, eu não posso. Porém, eu mais tarde reconheço que minha incapacidade é causada por uma força estranha e, como resultado, eu ganho força.

Isso acontece toda vez a cada novo nível. Eu começo a compreender que o Criador arranjou tudo para que eu segure Sua mão como uma criancinha que se agarra a um adulto. Então, com Sua ajuda, eu serei capaz de ir ao Faraó.

É assim que eu avanço até o final da correção: eu reconheço o mal de minha natureza, me separo dele, e vejo que é o Faraó, meu rival. Então, eu desejo me livrar dele e peço à Luz Superior para fazer isso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala, “Venha ao faraó”

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