Como Encontramos Nosso Ponto de Liberdade?

Recebi uma pergunta: Por que o Criador criou o mundo do jeito que ele é? Por que Ele se escondeu das nossas mentes e sentidos? Por que Ele nos criou para sermos opostos a Ele e à meta final?

Minha resposta: Ele fez isso porque quis nos dar liberdade. Ele quis que tivéssemos o desejo de revelá-Lo através de nossa livre escolha. Ele quis que nos tornássemos doadores como Ele. Se sentíssemos o Criador como Ele é desde o começo, nós não teríamos o objetivo nem o desejo de fazer nada de forma diferente.

Do mesmo modo, nenhum de nós deseja resistir ao egoísmo que nos governa. Nós automaticamente executamos nosso programa egoísta. De forma semelhante, se o programa de doação fosse incutido em nós, automaticamente, o realizaríamos, e então poderíamos ser chamados de anjos, forças “automáticas” da natureza. Porém, não há liberdade em nenhuma dessas formas.

A liberdade está somente no meio. Ela está entre a impureza e a santidade. Esse estado é chamado Klipat Noga. É o terço médio da qualidade de Tifferet.

O Criador precisa nos posicionar no ponto de instabilidade de forma que não saibamos como nos equilibrar, para que lado nos inclinar. Nós não sabemos o que é bom ou o que é mau, o que preferir ou a que aspirar. Aí é onde está situado o ponto da nossa livre escolha.

Nós formamos uma linha fora de tais pontos de livre escolha e progredimos desse momento em diante para o final da correção. Nossa única tarefa é entender a medida do ocultamento e suas formas e entender as razões e necessidades dele. Desse jeito, nós construímos a nós mesmos como um ser independente.

O Criador não tem outra meta exceto nossa independência. Afinal de contas, Ele precisa de uma criatura independente para deleitar. Como Ele deleitaria uma máquina que Ele criasse e sobre a qual ele tivesse todo o controle? Porém, na medida em que a criatura se torna independente, o Criador recebe prazer em deleitá-la. Agora existe alguém a quem Ele pode deleitar; há alguém que realmente existe.

Por isso, Ele não nos criou para sermos bons desde o início e não nos deu o Mundo da Infinidade desde o começo. Ele foi forçado a nos criar opostos a Ele e nos colocar entre dois mundos. Afinal de contas, precisamente aqui no meio, entre esses dois mundos, onde nem o governo do Criador nem o da criatura trabalha, nesse ponto neutro que não pertence nem ao Criador nem à criatura, somente aqui nós temos liberdade.

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