Nada Desaparece na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanOs artigos do livro Shamati (Eu escutei) não foram escritos pelo Baal HaSulam como um obra em que o escritor analisa cada palavra, mas sim como conversas durante as refeições com seus alunos, as quais o Rabash (filho do Baal HaSulam e principal aluno) ouviu e, posteriormente, registrou no papel.

O Baal HaSulam não permitia que os alunos escrevessem algo em sua presença, inclusive durante a aula. Até hoje, esta abordagem existia ao longo de toda a história da Cabalá. Ao longo de todas as gerações, nenhum dos Cabalistas registrou uma única palavra durante os estudos, visto que era proibido escrever.

Afinal, o aluno recebia a Torá “oral” (“boca à boca“) do professor. Ele percebia de acordo com o que ouvia e compreendia. Isso porque quando a pessoa escreve, ela não compreende. No entanto, quando ela ouve, o material é absorvido; ele entra nos desejos e qualidades dessa pessoa, elevando-a.

Além disso, quando ela entra na espiritualidade, cada palavra que o professor falou, inclusive os mínimos detalhes, será lembrada. A pessoa se lembra da forma em que ela foi dita, juntamente com tudo, em seu significado mais profundo.

Nada desaparece na espiritualidade. Todo o nosso “filme” já existe e está rodando diante de nós. Nós só precisamos aprender a nos movermos com ele e a vivermos num espaço informativo totalmente novo.

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