O Zohar Fala Aos Nossos Sentimentos

Uma pergunta que recebi: Acho difícil concentrar-me nas lições de O Zohar que é o motivo pelo qual tento pensar na conexão entre todos os que estudam. É esta a coisa certa a fazer, e devo eu fazer mais esforços mentais para compreender o que está a ser dito?

A Minha Resposta: Os esforços têm de ser feitos nos seus sentimentos, não na mente. Você tem de sentir tudo o que O Zohar descreve, em vez de compreendê-lo. O Livro do Zohar fala sobre os nossos sentimentos, não a nossa mente. Quando eu leio certa palavra, tal como “uvas, árvore, céu, inferno”, eu devo tentar encontrá-la dentro de mim. Afinal, eu sou inteiramente feito de desejo, e desejo é sensação, não razão.

Se eu usar a minha mente para transpor tudo isto em conceitos, tais como noções de Luz, recipiente (Kli, ou vaso) e as combinações entre eles, então eu nunca irei além da imagem mecânica, como um gráfico, e não serei capaz de estar prestes a senti-lo. A imagem deve ser gradualmente remendada dentro de mim na forma de sentimentos. Ela é compreendida de sensações. Eu tenho de acumular sensações internas e impressões que irão gradualmente aproximar-se de sua própria vontade, formando a sensação do Mundo Superior.

É o mesmo como nos desenvolvemos no nosso mundo: a mente vem depois da sensação. Primeiro uma criança sente se algo é bom ou mau, e mais tarde ela ganha o entendimento do que deve se aproximar ou se afastar. Mais tarde ela adquire uma mente mais ampla.

Desta forma, quando lemos O Livro do Zohar, devemos sempre tentar identificar as nossas sensações e discernir o que a nossa vontade de desfrutar sente. Mais tarde uma mente irá surgir dentro de nós e irá começar a ligá-las numa imagem unificada.

É fácil para os principiantes perceberem estes processos esquematicamente, com isso, nós devemos tentar transferir o texto de O Zohar em sensações de doação e recepção.

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